terça-feira, junho 14, 2011

Relatório Mundial mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência enfrentam barreiras significativas em suas vidas

Novo Relatório Mundial, elaborado conjuntamente pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial de Saúde, mostra que mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência enfrentam barreiras significativas em suas vidas.
A Organização Mundial de Saúde e do Banco Mundial hoje (09 de junho de 2011) revelaram novas estimativas globais apontando que mais de um bilhão de pessoas têm algum tipo de deficiência. Eles instaram os governos a intensificar esforços para permitir o acesso aos serviços de base e investir em programas especializados para destravar o vasto potencial das pessoas com deficiência. Este primeiro Relatório Mundial sobre a deficiência, produzido em conjunto pela OMS e pelo Banco Mundial, sugere que atualmente mais de um bilhão de pessoas tem alguma deficiência em todo o mundo.

Ver mais em:
http://www.inclusaoediversidade.com/

quarta-feira, maio 11, 2011

iSense concept

sexta-feira, abril 22, 2011

"Blind Box" promove viagem pelo mundo dos cegos

caixa


"Blind Box" promove viagem pelo mundo dos cegos.
Ouvir sons que passam despercebidos a quem pode ver, mas são cruciais para os cegos. É este o desafio da "Blind Box", instalada no exterior da Casa da Música até 18 de Maio.
De olhos vendados num corredor de sons. É esta a proposta da "Blind Box", um contentor de metal instalado no exterior do edifício da Casa da Música, sonoramente isolado do resto do Mundo.
Este espaço, onde a visão é proibida e a audição privilegiada, foi pensado para que "os visuais possam ter uma melhor percepção dos sons que os rodeiam", um aspecto muito importante para os cegos.
Quem o diz é Jorge Queijo, responsável pela concepção da "Blind Box".
"Blind Date"
A instalação de uma "Blind Box" no exterior da Casa da Música está integrada na iniciativa "Ao alcance de todos", uma semana dedicada a pessoas com necessidades especiais.
A "Blind Box" surge como complemento do concerto teatral "Blind Date", que junta no palco da Casa da Música formandos do IV Curso de Formação de Animadores Musicais, na sua maioria membros do grupo de teatro da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) de Braga.
A peça é orientada pelos britânicos Tim Steiner e Sam Manson.
No interior da "Blind Box", o visitante é convidado a completar três experiências, que simulam o quotidiano de um invisual: o caminho de casa para o trabalho, o percurso até à Casa da Música e a vivência de um cego dentro da sua própria residência.
"O objectivo não é acentuar as diferenças dos cegos, mas despertar a consciênca dos sons que passam despercebidos no dia-a-dia de quem pode ver", explica Jorge Queijo.
Neste sentido, dentro da "Blind Box" podem ser ouvidos ruídos que parecem banais, como o tilintar de uma chávena de café, o chiar dos pneus no alcatrão, vozes, pássaros ou sirenes, numa tentativa de "demonstrar a importância que estes sons assumem para os cegos", remata o responsável pela concepção da "caixa".
Depois de vivida a experiência, é proposto ao visitante que veja o seu percurso gravado em vídeo.


O desafio é tentar associar as imagens aos sons que foram ouvidos, secos ou suaves, graves ou agudos, mas tão familiares que acabam por passar despercebidos à maioria das pessoas.
A "Blind Box" vai estar instalada no exterior da Casa da Música, até 18 de Maio.
Os percursos "cegos" podem ser efectuados das 10h00 às 18h00 e a entrada é livre.

segunda-feira, abril 18, 2011

O Programa de Português Língua Segunda

Parece-me um passo muito importante para os alunos cuja primeira língua é a LGP e não a Língua Portuguesa: “Este programa destina-se a alunos surdos que têm a língua gestual portuguesa como primeira língua (língua materna) e frequentam a rede de escolas de referência para o ensino bilingue de alunos surdos. Esta iniciativa, pioneira e inovadora em Portugal e a nível internacional, concretiza o modelo de educação bilingue e bicultural, reconhecendo a língua gestual portuguesa como língua materna do surdo e da língua portuguesa escrita, com segunda língua. O programa foi elaborado por uma equipa que integrou professores especialistas no domínio da língua portuguesa e no domínio da surdez, coordenada pelo professor José Afonso, da Universidade Católica Portuguesa. Os alunos surdos têm actualmente ao seu dispor a modalidade de ensino bilingue, ministrada nas escolas de referência. Os estudantes são incluídos em turmas de alunos surdos que dispõem dos recursos humanos necessários para que possam beneficiar do ensino em língua gestual portuguesa como primeira língua e do ensino do português escrito como segunda língua. “

quinta-feira, março 10, 2011

Tecnologia permite escrever com o pensamento

Infotec News: Tecnologia permite escrever com o pensamento

sexta-feira, 4 de março de 2011
Tecnologia permite escrever com o pensamento

O caso não é inédito, mas não deixa de merecer um olhar atento. A proposta é da empresa austríaca Guger Technologies (g.tec), que levou à CeBIT a sua tecnologia para "escrever com o pensamento". A solução chama-se intendiX e tira partido das novas tecnologias para "dar voz" a doentes impossibilitados de comunicar pelos meios tradicionais.

Quando falamos em dar voz, não estamos a usar uma metáfora, mas antes a antecipar uma das capacidades do sistema, que, quando complementado com um software para transformar texto em voz e umas colunas, permite mesmo que o utilizador se faça ouvir pelos que o rodeiam.

A tecnologia recorre a eléctrodos EEG, a um amplificador de bio-sinais e a um computador portátil ou netbook com um software dedicado que corre sobre Windows, explicam os responsáveis pelo projecto.

Segundo a g.tec, o sistema é de fácil utilização, encontrando-se os eléctrodos embutidos numa espécie de touca, o que facilita a montagem, e o equipamento pode ser instalado e manuseado tanto pelos prestadores de cuidados de saúde como pelos familiares dos doentes, em casa.

O software avisa automaticamente os utilizadores menos experientes quando o grau de fiabilidade dos dados num determinado canal é mau e quando iniciado pela primeira vez, o utilizador é submetido a um processo de "treino" para que o dispositivo calcule e se adapte às especificidades daquele paciente.

Concluído o processo, pode começar a usar a ferramenta de comunicação, que lhe permite "ditar mentalmente" texto e editá-lo, copiá-lo para um email, ordenar a sua impressão ou envio via UDP para outro computador - para além da possibilidade referida acima, da transformação das palavras em som.

Para todas estas operações existem ícones específicos (na imagem), que o utilizador acciona através do raciocínio.

A utilização é demonstrada num vídeo disponibilizado pela Guger Technologies.

Fonte:http://informaticosdaestp.blogspot.com/2011/03/tecnologia-permite-escrever-com-o.html

Prêmio Internacional EducaRede 2011

Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Internacional EducaRede 2011, evento promovido anualmente pela Fundação Telefônica com o objetivo de fomentar o trabalho em equipe no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na sala de aula. O concurso é aberto a alunos e professores de todo o mundo. O prazo final para a realização de inscrição é o dia 2 de maio.

Este ano, pela primeira vez, se poderá participar com trabalhos criados com qualquer tipo de ferramenta pedagógica ligada às TIC, como blogs de blogger ou wordpress, wikis, webquest, trabalhos com Google docs, speaking images, canais de podcast ou de YouTube, usos didáticos das redes sociais etc. Esses trabalhos competirão em duas modalidades: “Docentes com alunos” ou “Somente Professores”, dependendo se os alunos tiveram ou não um papel ativo no desenvolvimento do trabalho.

Aqueles que realizaram um trabalho mais avançado e tenham criado suas próprias ferramentas, aplicações ou widgets educativos (desde aplicações para o registro das avaliações para os mundos físico e virtual, até materiais de realidade aumentada, passando por aplicações para dispositivos móveis ou tablets digitais, por exemplo) poderão participar na modalidade “Laboratório de Ferramentas”.

O Prêmio Internacional EducaRede tem a finalidade de promover o uso pedagógico das TIC, buscar conscientizar a comunidade educativa sobre o valor potencial destas tecnologias, colocar a seu alcance iniciativas e atividades relacionadas com esses objetivos e reconhecer o esforço do professorado por introduzi-las nos processos de ensino e aprendizagem.

Para participar do concurso, os alunos devem formar equipes e, com a ajuda de um professor, realizar trabalhos relacionados com as matérias do currículo escolar de seu país. As diferentes categorias de participação são divididas conforme a idade dos alunos, começando a partir dos três anos.

Um jurado internacional outorgará três prêmios para cada categoria e modalidade de participação, contemplando o professor, os alunos e o centro educativo/escola ao qual pertençam. Além disso, o júri poderá conceder até um máximo de três prêmios especiais, dentre todos os trabalhos apresentados, em cada um dos seguintes temas: Trabalhos orientados a facilitar o acesso às TIC e à educação de crianças com necessidades especiais; trabalhos realizados utilizando a tecnologia móvel/celular; trabalhos colaborativos realizados entre docentes e alunos de diferentes países; e trabalhos colaborativos realizados entre docentes e alunos de distintas escolas, no mesmo país.

Os prêmios serão equipamentos tecnológicos de uso educativo. As informações sobre o Prêmio Internacional Educarede, os prazos de entrega de trabalhos e as bases para inscrição podem ser consultados na internet, através do www.educared.org/premiointernacional.

A Fundação Telefônica gerencia a maior parte da Ação Social e Cultural do Grupo Telefônica no mundo, demonstrando seu compromisso com as sociedades junto às quais atua. A instituição está presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Equador, El Salvador e Venezuela e também desenvolve programas junto a operadoras locais da Telefônica na Guatemala, Nicarágua, Panamá e Uruguai. No Brasil, foi criada em 1999 e atua para o desenvolvimento social, através da consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Desde o início de sua atuação, mais de 500 mil pessoas já foram beneficiadas direta ou indiretamente pelos projetos que desenvolve, por meio dos programas EducaRede, Pró-Menino, Arte e Tecnologia e Voluntários Telefônica.

Fonte: Pauta Social


Aluna da UTAD cria roteiro museológico para invisuais

Uma jovem da licenciatura em Turismo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) criou um roteiro em braille, relevo e texto ampliado do Museu da Região Flaviense, em Chaves, para pessoas invisuais e com baixa visão.

O projecto teve como objectivo «dar o primeiro passo para que o museu se torne inclusivo e acessível a pessoas com deficiência visual», disse à agência Lusa a aluna, Ana Tavares, de 25 anos.

O roteiro tem 30 páginas em braille, relevo e texto ampliado, possibilitando aos invisuais que visitam o museu fazer um percurso pelo espólio museológico, com algumas peças identificadas e descritas e um exemplar táctil.

No âmbito de uma unidade curricular, a estudante está a realizar uma investigação "A escuridão nos museus -- Acessibilidade para pessoas invisuais" e, neste contexto, surgiu a ideia de estagiar um mês no Museu da Região Flaviense - Núcleo de Arqueologia e criar o roteiro em braille.

Com este projecto de investigação, Ana Tavares pretende perceber quantos museus, em Portugal, estão preparados e de que forma para receber pessoas com deficiência visual.

«Fala-se imenso na criação de acessibilidades para pessoas portadoras de deficiências motoras, mas esquecem-se das pessoas invisuais», frisou a autora do roteiro em braille.

Ana Tavares ressalvou que ainda não existe grande abertura para este tipo de projectos porque a procura por parte dos invisuais «é pouca» e são acções «muito dispendiosas».

Mas, salientou, «não existe procura porque não existe oferta».
A Câmara de Chaves abraçou o projecto e imprimiu dez exemplares do roteiro em braille, relevo e texto ampliado que já estão disponíveis na recepção do museu.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

domingo, fevereiro 27, 2011

APRESENTAÇÃO DE "SOM E SILÊNCIO"

No Ateneu Artístico Vilafranquense, na apresentação de "Som e Silêncio", que pretende incutir nas crianças do ensino regular o interesse pela língua gestual. O projecto acústico, da autoria da cantora Paula Teixeira, é uma iniciativa da Associação Nova Frente Juvenil e conta com o apoio do Governo Civil de Lisboa e da UNICEF.

"Som e Silêncio", que se assume como uma comunhão entre a Música e a Língua Gestual Portuguesa, visa, de acordo com presidente da Associação Nova Frente Juvenil, do Sobralinho, João Pedro Baião "fomentar nas escolas e nos alunos o interesse pela aprendizagem da língua gestual". Através de um pequeno concerto foi ensinado às crianças "o básico da língua gestual", numa primeira fase, que posteriormente incluirá aulas mais formais e grupos de trabalho.

O concerto contou com a participação de uma plateia muito receptiva e perspicaz, composta por mais de 450 crianças. Após a sessão, todos estes pequenos ficaram a saber o alfabeto, os dias da semana, os animais e, ainda, algumas palavras especiais, como 'amigo', 'obrigado', 'gosto muito de ti' em língua gestual. Para além destes conteúdos, houve ainda tempo para alguns êxitos de Paula Teixeira como "Promessa", "Muda", "Sinto-te Aqui", entre outros, ao som dos quais as crianças pularam, dançaram e cantaram quer oralmente quer por meio de gestos.
O projecto é apoiado pelas câmaras municipais de Vila Franca de Xira, Loures, Odivelas, Azambuja, Mafra e Lisboa, que levarão cerca de 500 crianças, do 1.° ao 9.° ano de escolaridade.

"O Som e Silêncio" está a chegar também a escolas secundárias, muitas vezes por solicitação no âmbito de projectos desenvolvidos pelos alunos em Área de Projecto. O objectivo é chegar aos alunos que não têm necessidades educativas especiais para lhes despertar interesse em aprender a linguagem utilizada por outras crianças, com problemas de surdez. O projecto pode ser desenvolvido em escolas, auditórios, salões, bibliotecas, museus ou locais ao ar livre.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Vodafone Boas Praticas

A Vodafone disponibiliza a partir de hoje mais benefícios às pessoas com deficiência.
Para quem já é cliente tem que migrar o seu tarifário para o Novo.

Para poder beneficiar desta oferta, basta possuir e mostrar o atestado médico de incapacidade multiuso (a incapacidade deverá ser de pelo menos 60%), tornar-se Cliente Vodafone pós pago, no caso de ainda não o ser, e fidelizar o número por um período de 12 meses. A licença de utilização do Vodafone Say é associada ao cartão sim do utilizador.

Vodafone SAY Voz

O tarifário Vodafone Say Voz oferece, em condições vantajosas, o acesso ao serviço Voz e SMS e Internet Móvel. Contando com três tarifários específicos, para que se adeqúe a todos os tipos de utilização, esta oferta contempla um desconto de 50% na assinatura e comunicações sobre os Planos
Best Total Base, Best 91 e Best Total ao Segundo

Com estes Planos é disponibilizado ainda, gratuitamente, o serviço Info best, através do qual se pode, sempre que desejar, consultar o valor das comunicações efectuadas ou programar a recepção de uma mensagem escrita de notificação sempre que as comunicações nacionais de voz atinjam um valor pré-definido à escolha do Cliente, permitindo assim um eficaz controlo da
utilização.

Passa a estar também disponível o serviço de Internet no Telemóvel, que permite a utilização de ferramentas como o e-mail e chat através do telefone móvel.

Nota: O Vodafone Messenger não é compatível com o Say, mas podem ser usados outros programas de chat desenvolvidos para Symbian. A Vodafone não presta suporte à instalação e utilização destes softwares.

O tráfego de dados incluído é válido para as APNs Internet, Net2 e WAP;


Vodafone SAY TOTAL
Indicado para quem fala para todas as redes indiferenciadamente.
VODAFONE SAY VOZ
Valor mensal 7,79
Todas as Redes 100 minutos
ou
mensagens
8,85 cênt. por minuto/msg adicionais
Internet no telemóvel 500 MB
7 cênt. por MB adicional




Vodafone SAY Voz 91
Mais adequado para quem tem a rede de contactos maioritariamente na Vodafone.
VODAFONE SAY VOZ 91
Valor Mensal 7,79
Rede Vodafone Voz 8,85 cênt. (1º minuto)
0 cênt ( minutos seguintes)
Outras Redes Voz 15,6 cênt,

Internet no telefone 500 MB
7 cênt. por mB adicional
(Períodos de taxação de 10 Kb)
Mensagens Escritas Rede Vodafone 100 SMS
4,25 cênt por SMS Adicional
Outras Redes 15,06 cênt,
MMS Todas as Redes 20,8 cênt

Videochamada Rede Vodafone 20,95 cênt
Outras Redes 42,5 cênt


Vodafone SAY Voz ao Segundo

Este plano tem a vantagem de ser taxado ao segundo, o preço por segundo é de 0.165 cênt. e apenas se adequa a Clientes que fazem chamadas de curta duração

VODAFONE SAY VOZ AO SEGUNDO
Valor Mensal 8,01
Comunic. período inicial (10seg) 1,65 cênt.
Comunic. períodos seguintes 0,165 cênt.
Preço por SMS/todas as redes 8 cênt

Vodafone SAY Net

A Vodafone oferece condições especiais de acesso à Internet em Banda Larga Móvel a pessoas com necessidades especiais. Esta oferta contempla um desconto de 50% na assinatura nos planos Best Net MAX, com velocidades até 7,2 Mbps, sem limite de tráfego, sem limite de tempo e sempre com o mesmo valor de factura.

VODAFONE SAY NET
Net MAX Net Max Local Preferido
Valor Mensal ? 18,17 ? 15,58
Tráfego incluído Sem limite de tráfego ou de tempo
Velocidade
Até 7,2 Mbps download/1,4 Mbps upload
Utilização fora de casa n.a. ? 3,16/por 24 h

Vodafone SAY Net ADSL

O tarifário Vodafone Say Net ADSL oferece, em condições muito vantajosas, o acesso ao serviço ADSL com velocidade de download até 24Mbps e de upload até 1 Mbps, tráfego ilimitado e chamadas gratuitas para redes fixas nacionais.

VODAFONE SAY ADSL
ADSL 24 Mbps
Valor Mensal ? 20,63
Tráfego incluído Ilimitado
Velocidade Até 24 Mbps download/1 Mbps upload
Voz Gratuitas para a rede fixa nacional 24h
E-mail 4 caixas de E-mail com 1 G

1- As velocidades indicadas são velocidades máximas e podem variar em função da localização e estado da Linha Telefónica.
2- As chamadas gratuitas são válidas até um limite de 3000 minutos por mês.
3- Às chamadas para números fixos não geográficos (70x; 80x) é aplicado o tarifário definido pelo número.
4- Serviço de Voz: Preços por minuto. São aplicados períodos de taxação de 10 segundos, após o 1º minuto.
5- As chamadas para a rede nómada (3x) são consideradas como chamadas para a rede fixa nacional, sendo gratuitas nos casos em que o tarifário inclua chamadas gratuitas para a rede fixa nacional.
6- Os valores apresentados incluem IVA à taxa legal em vigor. Preços e regras sujeitos a alterações nos termos da legislação aplicável.
Vodafone SAY TV

O Vodafone Say TV oferece, em condições muito vantajosas, além do acesso ao serviço ADSL com largura de banda até 24Mb, com tráfego ilimitado e chamadas gratuitas para redes fixas nacionais, o acesso ao pacote básico do serviço IP-TV da Vodafone.

VODAFONE SAY TV
Casa TV + Net + Voz
Valor Mensal ? 35,67
Pack TV Pack TV Base
ADSL Até 24 Mbps download/1 Mbps upload
Tráfego ilimitado
Voz Gratuitas para a rede fixa nacional 24h


Em todas as opções acima:
1- As velocidades indicadas são velocidades máximas e podem variar em função da localização e estado da Linha Telefónica.
2- As chamadas gratuitas são válidas até um limite de 3000 minutos por mês.
3- Às chamadas para números fixos não geográficos (70x; 80x) é aplicado o tarifário definido pelo número.
4- Serviço de Voz: Preços por minuto. São aplicados períodos de taxação de 10 segundos, após o 1º minuto.
5- As chamadas para a rede nómada (3x) são consideradas como chamadas para a rede fixa nacional, sendo gratuitas nos casos em que o tarifário inclua chamadas gratuitas para a rede fixa nacional.
6- Os valores apresentados incluem IVA à taxa legal em vigor. Preços e regras sujeitos a alterações nos termos da legislação aplicável.
7- Os valores apresentados já incluem as condições especiais associadas ao
Vodafone SAY.

Vodafone SAY TV com Fibra

O Vodafone SAY TV com Fibra, é a nova oferta da Vodafone, que utiliza uma rede de fibra óptica da Vodafone para fazer chegar os serviços de televisão, Internet e Telefone à casa dos seus Clientes.

Em virtude das suas características, a fibra óptica apresenta vantagens sobre os sistemas eléctricos:

. Dimensões reduzidas;
. Capacidade para transportar grandes quantidades de informação (dezenas de milhares de conversações num par de fibras);
. Atenuação muito baixa, que permite grandes espaçamentos entre repetidores, com distância entre repetidores superiores a algumas centenas de quilómetros;
. Imunidade às interferências electromagnéticas;
. Disponibiliza a largura de banda mais elevada do mercado, com evolução permanente da capacidade, através da melhoria dos equipamentos de suporte.
. Maior robustez e fiabilidade na prestação dos Serviços de TV, Vídeo,
Internet e Voz.
. Número ilimitado de TV's.

VODAFONE SAY TV com Fibra
Casa TV + Net + Voz
Valor Mensal ? 35,69
Pack TV Pack TV Base
NET 50Mbps Download/5Mbps Upload
Tráfego ilimitado
Voz Gratuitas para a rede fixa nacional 24h

Nota: É Sempre necessária a utilização de uma TV- Box, o preço indicado já inclui o valor do aluguer da BOX.


Vodafone SAY Videochamada


Desenvolvido especificamente a Pensar na População com Deficiências Auditivas o Vodafone Say Videochamada oferece, em condições muito vantajosas, o acesso ao serviço de Videochamada e SMS. Esta oferta contempla um pacote de 2000 minutos de videochamada para a rede Vodafone e um desconto de 50% sobre o valor das Videochamada para outras redes.

VODAFONE SAY VIDEOCHAMADA
Valor Mensal ? 8,13
Comunicações rede Vodafone 10,37 cênt.
Comunicações outras redes 41,53 cênt.
Videochamada rede Vodafone 0 cênt.
(Max 2000 min. 20,33 cênt. após)
Videochamada outras redes 40,86 cênt.
SMS Vodafone 500 SMS Gratuitos
(4,17 cênt. restantes)
SMS outras redes 15,76 cênt.
MMS Vodafone 20,74 cênt.
MMS outras redes 41,47 cênt.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

A UE de cegos

A União Europeia de Cegos aproveitou a quadra natalícia para lançar o seu novo sítio web:
http://www.euroblind.org/

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Ávila acessível

Cidade medieval ganha prêmio da UE de acessibilidade para deficientes

A cidade espanhola de Ávila é primeira a receber novo prêmio Access City Award, que reconhece melhorias de acessbilidade para deficientes. Apesar de sua arquitetura medieval, que é um desafio para alterações.

A cidade histórica espanhola de Ávila, cercada por uma grande muralha, foi reconhecida pela Comissão Europeia por ter realizado melhorias significativas no acesso e em oportunidades de emprego para pessoas portadoras de deficiências. Ávila venceu outros três finalistas, Barcelona, Colônia e Turku, e ganhou o primeiro prêmio Access City Award.

A Comissão elogiou Ávila pelo plano de longo prazo que vem implementando, desde 2002, a fim de tornar-se mais acessível e agradável a pessoas com deficiência. Ele inclui a melhoria da acessibilidade aos edifícios públicos e a criação de incentivos para a iniciativa privada, além de desenvolvimento de instalações turísticas acessíveis e de mais oportunidades de emprego. Pessoas com deficiência também estão incluídas no processo de planejamento.
Diversas categorias

De acordo com Noelia Cuenca Galán, encarregada de acessibilidade de Ávila, as melhorias na cidade incluem diferentes categorias, levando em consideração diversos tipos de deficiência, como cegueira, imobilidade e doença mental.
Segundo ela, a cidade tenta eliminar as barreiras físicas e arquitetônicas em edifícios públicos. "Apesar e mesmo justamente por causa da herança cultural e da riqueza de lugares históricos", disse Cuenca Galán à Deutsche Welle.
"Não seríamos uma cidade que representa o patrimônio cultural se este patrimônio não fosse acessível a todas as pessoas", acrescentou Galán.

Arquitetura medieval requer criatividade

A arquitetura medieval, com muitas ruas estreitas e calçamento de pedras, faz com que adaptações de acessibilidade sejam relativamente difíceis em Ávila. Noelia Cuenca Galán enfatizou a necessidade de criatividade na busca de soluções para um desafio como este, já que os lugares históricos não devem ser danificados no processo de alteração.
Uma das melhorias inclui elevadores e rampas especiais, instalados nas famosas muralhas medievais da cidade, para que os visitantes de cadeira de rodas possam chegar ao seu topo. Segundo Cuenca Galán, poder subir a muralha pela primeira vez é um momento muito emocionante para essas pessoas. "Muitas delas nunca estiveram em cima da muralha antes, apesar de terem vivido aqui toda a vida", ressaltou.

Nas decisões de melhoria, a cidade coopera com organizações locais que representam os interesses das pessoas com deficiência, como a ONCE, organização nacional espanhola de apoio a deficientes visuais.
"Sem esta cooperação, não teríamos conseguido muito", afirmou Galán. "Se não ouvirmos o que estas pessoas com deficiência têm a dizer, não podemos contribuir para melhorar a situação deles."

Consulta a deficientes é fundamental

A funcionária admite que não é Ávila, de maneira alguma, uma cidade "perfeita", mas diz que está determinada a prosseguir o projeto de desenvolvimento de acessibilidade.
O prêmio Access City Award é uma das iniciativas previstas na nova estratégia de dez anos da Comissão Europeia para uma Europa sem barreiras.
Lançado pela Comissão em julho de 2010, o concurso esteve aberto às cerca de mil cidades da União Europeia com mais de 50 mil habitantes. Os jurados analisaram 66 candidaturas provenientes de 19 dos 27 Estados membros da UE.
"As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos que as outras, mas a acessibilidade é um pré-requisito para que elas possam gozar desses direitos", afirmou Viviane Reding, comissária europeia para Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania. Ela acrescentou que o Access City Award foi criado para "inspirar e motivar cidades que ainda têm mais progressos a fazer".

Deficiente aprova esforços

Kay Macquarrie é paraplégico e viveu em várias cidades da Alemanha, incluindo Kiel, Bonn e Colônia – uma das finalistas do prêmio. Ele aplaude os esforços para melhorar a vida das pessoas com deficiência nos países europeus.
Macquarrie acha que as condições gerais para pessoas em cadeira de rodas, como ele, poderiam ser melhoradas em muitos aspectos, especialmente quando se trata de transporte público e da localização dos banheiros em restaurantes e bares. Mas ele também reconhece que houve progresso nos últimos tempos.
"Nos anos 80 e 90, parecia que arquitetos e urbanistas nunca tinham sequer ouvido falar do conceito de acessibilidade", disse Macquarrie à Deutsche Welle. "Mas agora o assunto está atraindo muito mais atenção."
Embora os milhares de locais históricos da Europa apresentem grandes desafios à acessibilidade, Ávila é a prova de que eles são superáveis.

Autor: Eva Wutke, Johanna Wollin (md)
Revisão: Augusto Valente

quarta-feira, novembro 24, 2010

Aventura especial

domingo, outubro 03, 2010

Primeiro dicionário de Língua Gestual tem 15 mil imagens

Pedro Pires usa todos os dedos das duas mãos em movimento para dizer que não sabe ainda se vai comprar o primeiro dicionário de Língua Gestual, apresentado ontem no Porto. O aluno da Escola EB 2/3 de Paranhos, 14 anos, é surdo e admite que pode ser uma ferramenta útil para aprender mais e melhor sobre a Língua Portuguesa onde reconhece algumas limitações mas, de resto, sobre o outro lado (dos gestos) refere que tem a lição bem aprendida desde muito pequenino. Ana Bela Baltazar, autora do primeiro dicionário de Língua Gestual Portuguesa, publicado pela Porto Editora, acredita que esta obra vai servir a comunidade surda e os ouvintes.

Pedro está na sua escola, um estabelecimento de referência no ensino bilingue. Sobre as conversas com os amigos ouvintes refere que até hoje valeram-lhe algumas "dicas" que deu sobre a Língua Gestual e muita mimíca. Mas isso não chega, avisa Ana Bela Baltazar. "Saindo dos portões da escola não vão encontrar ninguém que lhes explique seja o que for em língua gestual. E isso vai-lhes acontecer pela vida fora". Por isso, defende a autora, surdos e ouvintes precisam deste dicionário. Para comunicar, ou seja, para ficar mais perto. Ângelo Costa, presidente da Associação de Surdos do Porto, agradeceu a Ana Bela Baltazar: "É um passo importante na biblioteca das pessoas surdas. É uma obra de grande importância". Em Portugal a comunidade surda envolve cerca de 100 mil pessoas. Muitas, lembra Ana Bela Salazar, "estão isoladas e ainda são tratadas como atrasadas mentais".

O livro de capa preta com a imagem de dois dedos a caminhar na palma de uma mão é o resultado de quatro anos de trabalho da intérprete de língua gestual Ana Bela Baltazar. A obra com 1168 páginas custa 33,31 euros e inclui 5200 entradas de palavras e 15 mil imagens. Num mundo sem som onde existem conceitos e significados que podem ser ditos num gesto, pretende-se que esta obra ajude a enriquecer o vocabulário da comunidade surda que, por vezes, não reconhece algumas palavras escritas da língua portuguesa. Assim, ali se explica com imagens dos gestos e ajuda de um DVD - "a língua gestual tem movimento, perde-se parada num papel" - o significado de algumas palavras. Por outro lado, para quem queria aprender (com descrições pormenorizadas) a língua gestual portuguesa - a Constituição da República reconhece, desde 1997, que a LGP é uma língua oficial - Ana Bela Baltazar criou um guia de aprendizagem inédito no país. Até agora, explica a autora, não existia nada que pudesse ajudar alguém a aprender língua gestual sem frequentar aulas. Finalmente, Ana Bela Baltazar acredita que este dicionário pode ser um apoio importante para os alunos surdos, numa altura em que estes estão a ser encaminhados para as escolas de referência que podem ficar a quilómetros de casa e que, assim, podem afastar estas crianças das aulas.

FONTE: jornal.publico.pt


segunda-feira, julho 26, 2010

Em Portugal já há quem controle o PC com o pensamento

Visitámos a Anditec, e descobrimos a tecnologia Brainfingers, que permite controlar um computador apenas e só através de sinais obtidos junto do cérebro humano.

segunda-feira, maio 03, 2010

daltónicos ver o mundo com as cores certas

Não existe tratamento médico para o daltonismo. Mas o projecto de um designer, Miguel Neiva, pode ajudar os daltónicos a distinguirem as cores em coisas tão básicas como a roupa, o material escolar, ou as linhas do metro. Como é ver o mundo pelos olhos deles?
Parecia uma pergunta de algibeira. Daquelas que têm como único objectivo que nos programas de televisão os concorrentes não percam logo nas primeiras questões e que os telespectadores se entusiasmem ao darem uma resposta acertada. O apresentador pretendia saber de que cor são as ervilhas.

Jorge Sousa estava em casa, sentado no sofá, a ver o programa e sorriu perante a facilidade da pergunta. Ainda por cima dava direito a 50 euros. Assim. Sem esforço. Mesmo antes de apresentadas as quatro possibilidades — “amarelas, verdes, azuis, laranjas” —, não hesitou e respondeu para si mesmo: “Obviamente que são laranjas e bem brilhantes.” O concorrente, por outro lado, disse prontamente que eram verdes e o apresentador deu-lhe razão.

Jorge ficou espantado, mas não tanto como seria de esperar. Tem 37 anos e desde criança que sabe que é daltónico, um problema genético que faz com que as cores sejam a coisa mais traiçoeira que tem de enfrentar.

Foi ainda durante o ensino primário que um rastreio aos olhos feito na escola veio dar um nome às constantes distracções que o faziam pintar os troncos das árvores de verde e as folhas de castanho ou de avermelhado. Jorge, afinal, não era preguiçoso nem distraído. Não era por má vontade, por birra ou sequer por mau gosto que dava uma nova cor a tudo o que pintava. Ou que por vezes calçava duas meias de pares diferentes. As causas desta anomalia na percepção cromática, que tem origem nos cones que estão nos olhos, são sempre genéticas e no caso das tonalidades verdes e vermelhas estão relacionadas com o cromossoma X. Jorge, como todos os homens, tem um cromossoma X (que herdou da mãe) e um cromossoma Y (que herdou do pai). O seu avô materno já era daltónico pelo que o cromossoma responsável por esta alteração nos cones dos olhos lhe foi transmitido pela mãe.

No caso das mulheres, como contam com dois cromossomas X, mesmo que a mãe transmita o cromossoma responsável por este tipo de daltonismo (dicromacia), regra geral, conseguem compensar com o outro “saudável”. O que faz com que este seja um problema muito mais comum nos homens do que nas mulheres. Na população masculina, a taxa de daltonismo é de dez por cento, enquanto nas mulheres não chega aos dois por cento. A família de Jorge confirma a regra: também para o seu irmão e vários primos as ervilhas são cor de laranja. E, nos semáforos, são salvos pelo facto de o vermelho ser sempre o de cima e o verde o de baixo. Contudo, o daltonismo relacionado, por exemplo, com os cones azuis e amarelos (tricromacia) depende do cromossoma 7, que não está relacionado com o sexo, pelo que já não se registam estas diferenças entre homens e mulheres. Há ainda um terceiro tipo de alteração que faz com que o mundo seja visto a preto e branco (monocromacia), mas cuja incidência é ínfima.

Em qualquer dos casos, a solução pode estar para breve. E, para já, não é de cura que se está a falar.

Código de cores

O “ovo de Colombo”, como já lhe chamam muitos daltónicos, nasceu na cabeça do designer Miguel Neiva. Miguel não é daltónico e apenas se lembra de ter tido um colega com este problema na primária, pelo que toda a sua investigação na área foi desencadeada por pura curiosidade. Apesar disso, de tanto pesquisar e ler sobre o tema, já troca praticamente todas as cores, isto é, para cada objecto para onde olha consegue perceber as dificuldades de quem o percepciona de forma diferente. Já pensou nas cores das bandeiras da praia? Em 2008 defendeu na Universidade do Minho a sua tese de mestrado e, desde aí, tem vindo a tratar das burocracias necessárias para proteger os direitos de autor e para implementar o ColorAdd — um código gráfico que criou de raiz e que, através de símbolos geométricos, pretende ajudar os daltónicos a distinguirem as cores em coisas tão básicas e recorrentes como as peças de roupa, o material escolar ou as linhas do metropolitano.

“O que mais me espantou em relação aos daltónicos é que não há nada. Não há uma associação que os represente, não há dados oficiais sobre o problema, porque é uma limitação que não é visível e porque os daltónicos também não gostam muito de falar sobre o assunto”, explica à Pública.

A falta de informação tornou-se um desafio para Miguel Neiva que, depois de conversar e de submeter vários daltónicos a um inquérito, decidiu que o seu mestrado em Design e Marketing seria direccionado para os portadores desta alteração e que teria como objectivo torná-los mais independentes. De acordo com o inquérito que fez junto de uma amostra de quase 150 daltónicos, cerca de 37 por cento não sabem o seu tipo de daltonismo, 42 por cento sentem dificuldade de integração social, 73 por cento já sentiram algum tipo de embaraço e 88 por cento consideram a escolha e utilização do vestuário um problema.

“É uma deficiência que não é visível aos olhos dos outros e que por isso mesmo traz constrangimentos e dificuldades acrescidas em termos de integração. Se vemos alguém com calças roxas, camisola amarela, óculos de sol e bengala percebemos logo que é cego. Mas se a bengala e os óculos não estiverem lá, a primeira coisa que nos ocorre é dizer que a pessoa tem mau gosto. Nunca pensamos que pode ter uma percepção errada das cores”, diz o designer.

O código que idealizou está preparado para ser ensinado tanto a crianças como a idosos, estes últimos afectados por patologias que dão problemas semelhantes. “O código tem como base a conjugação das três cores principais (vermelho, verde e azul) com as secundárias numa lógica muito parecida com a da roda das cores. Cada forma geométrica simboliza uma cor primária.”

O azul, por exemplo, é um triângulo com um vértice virado para cima, o vermelho um triângulo com um vértice virado para baixo e o amarelo é uma barra diagonal. Assim, “na etiqueta de uma camisola verde, tendo em conta que esta cor é composta por azul e amarelo, deveria aparecer um triângulo com um vértice para cima e uma barra diagonal”. Para ajudar a distinguir uma tonalidade de verde-escuro de uma tonalidade de verde-claro, a ideia de Miguel é que se coloque ao lado da cor o símbolo do branco ou do preto, que são representados por um quadrado apenas com o contorno ou todo cheio a preto, respectivamente. Uma ideia que poderia ter sido muito útil a Albert Uderzo, um dos pais da banda desenhada Astérix, que por ser daltónico se viu obrigado a contratar um colorista depois de ter pintado de vermelho a primeira relva gaulesa.

A cor dos táxis

A parceria para a primeira aplicação prática do código acaba de chegar. As tintas CIN estão interessadas em incluir o código junto às cores que têm disponíveis e estão a trabalhar para que o próximo catálogo já esteja adaptado para esta solução. “É um casamento que vem numa óptima altura e que está totalmente de acordo com a nossa estratégia de disponibilizar serviços de cor aos clientes que os ajudem no momento da escolha porque a maioria das pessoas tem dificuldade em projectar a cor num espaço final”, explica Reinaldo Campos, director de marketing, estratégia & business development da CIN. E acrescenta: “Somos pela cor, em qualquer variante, razão pela qual aceitámos o desafio do Miguel Neiva de aderirmos a este novo código de interpretação de cores.”

Miguel quer avançar com prudência para não desvirtuar o código, mas não nega que gostava de o ver espalhado um pouco por todo o lado e em todo o mundo. Roupa, brinquedos, lápis de cor e canetas de feltro, linhas do metropolitano, pulseiras coloridas que assinalam a triagem de Manchester nos hospitais, linhas pintadas no chão que ajudam através da cor a seguir o caminho até uma determinada unidade ou serviço e parques de estacionamento são algumas possibilidades. “Até já me chegou da Rússia uma proposta de incluir os símbolos nos maços de tabaco”, conta.

A ideia do designer foi também considerada pela revista brasileira Galileu uma das 40 ideias para melhorar o mundo. “No metro de Lisboa todos os dias circulam 500 mil pessoas. Se partirmos do princípio que metade delas são homens e que dez por cento destes são daltónicos então, neste caso, estaremos a facilitar, todos os dias, a vida a 20 mil pessoas. E é dos primeiros projectos de inclusão que não traz uma legislação à frente.”

Ideias que não podiam agradar mais a Jorge Sousa, apesar de este engenheiro electromecânico encarar com muito boa disposição as experiências caricatas que o seu daltonismo lhe proporciona e de já se ter habituado a pedir ajuda nas mais diversas situações. Mesmo assim, não se escapou a um ou outro episódio que podia não ter acabado da melhor forma. Ainda hoje não sabe se um jipe que teve durante quatro anos era grená ou verde — o que fez com que uma vez num parque de estacionamento estivesse durante uns bons minutos a abrir o carro errado até ser alertado pelo dono para o facto. “Claro que quando o senhor percebeu que a cor do meu carro não tinha nada a ver ficou desconfiado, mesmo depois de eu ter explicado que sou daltónico. Agora estou mais atento às matrículas”, diz.

Foi também muito tarde que descobriu que os táxis são pretos e verdes e não pretos e brancos. Ultrapassado este obstáculo há um outro para o qual ainda não encontrou solução: não consegue distinguir pela luz se os táxis estão ou não ocupados, pelo que manda parar todos os que passam. E como faz quanto a clubes de futebol? “Sou do FC do Porto. O azul é das poucas cores que distingo melhor.”

Uma vez engraxou os sapatos castanhos antes de sair de casa para ter a melhor apresentação possível. Valeu-lhe o facto de se ter cruzado com a sua mulher que questionou se havia alguma razão para ter usado graxa vermelha. Hoje já praticamente desistiu de responder à pergunta “de que cor é isto?” Decidiu abrir uma excepção com a Pública para responder durante a entrevista que tínhamos uma camisola castanha. Na verdade, a roupa era verde-garrafa. Sobre a forma como estava vestido, respondeu de forma segura: “A minha mulher disse-me que é um fato castanho com uma pequena risca azul e uma camisa do mesmo azul com uma risca branca.”

Uma carreira abandonada

Desde cedo que Jorge desistiu de fazer compras e é à sua mulher que cabe a tarefa de o vestir a ele e aos três filhos. Em vez de estar organizada por tipo de peças, a sua roupa está arrumada conforme aquilo que combina. “Mas sou tão distraído que, se alguém trocar as coisas, visto na mesma. Não tenho memória para a cor. O daltónico é como um analfabeto das cores. Olho para elas e se estiver com atenção percebo que são diferentes mas não lhes consigo dar um nome, daí que até já tenha assinado documentos importantes com canetas vermelhas ou preenchido cheques a verde. Sou muito mais atento às texturas dos tecidos.”

Quem tem uma visão normal consegue distinguir cerca de 30 mil tonalidades diferentes, ao passo que pessoas com problemas deste género não vão além das 800, sendo que desde pequenos somos treinados para associar as cores aos objectos.

Este engenheiro adaptou-se a todas estas rotinas, mas o facto de ser daltónico mudou-lhe os planos de carreira: tentou entrar para a Força Aérea e o seu sonho era ser piloto, mas as cores trocaram-lhe as voltas. É uma das poucas profissões em que esta deficiência é um impeditivo e é precisamente na inspecção militar que as pessoas com daltonismos mais ligeiros acabam por descobrir o problema.

Mas também houve uma ocasião em que beneficiou com o problema. “Numa entrevista de emprego pediram-me para ordenar um conjunto de cores, da que gosto mais para a que gosto menos. Como, para mim, tanto faz, ordenei da que me parecia mais clara para a mais escura. A entrevista continuou a decorrer e mais tarde pediram-me para organizar de novo as cores. Fiz exactamente a mesma coisa e o senhor diz que ficou muito espantado com a minha coerência.”

Uma das formas mais comuns de detectar o daltonismo é submeter a pessoa ao teste de cores de Ishihara que recebeu este nome graças a Shinobu Ishihara, um professor da Universidade de Tóquio que em 1917 criou uma série de cartões de cores cujo fundo é composto por bolinhas de uma determinada cor. No centro é desenhado, também com bolinhas, um número que tem uma cor semelhante e que para os daltónicos é muito difícil de percepcionar. No entanto, ser daltónico já chegou a ser visto como um factor positivo e na II Guerra Mundial as pessoas com este problema genético eram escolhidas para as incursões nocturnas e para os raides aéreos por serem muito sensíveis aos contrastes e detectarem com mais facilidade os camuflados do inimigo, em especial de noite.

O diagnóstico adiado é mais uma prova de que foi bastante tarde que a sociedade despertou para o daltonismo, que deve o seu nome ao químico e matemático inglês John Dalton, que em 1793-94 publicou um documento intitulado Factos extraordinários relacionados com a visão das cores. Tanto Dalton como o seu irmão tinham um problema nos cones vermelhos e verdes e o investigador estava convencido de que a alteração responsável pela diferente percepção das cores estaria num líquido do seu olho. Conta-se que Dalton adorava cerejas mas que era incapaz de as identificar nas árvores por as misturar com as folhas. Um dos últimos desejos de Dalton foi que os seus olhos fossem autopsiados para poder confirmar a sua teoria, o que não veio a acontecer.

O fascínio do arco-íris

Florindo Esperancinha, presidente do colégio da especialidade de Oftalmologia da Ordem dos Médicos, reconhece que o facto de não haver tratamento absolutamente nenhum para os daltónicos faz com que os próprios médicos, por vezes, coloquem a doença mais de lado. “O daltonismo entra um pouco no esquecimento. As alterações mais ligeiras são difíceis de detectar e em qualquer dos casos, como oftalmologistas, o máximo que podemos fazer é aconselhar os pacientes a assumirem o problema e a não entrarem em discussões estéreis sobre a cor. O nosso principal papel está em ajudar as pessoas a lidar e a antecipar os constrangimentos que possam advir desta alteração”, justifica.

Gonçalo Reis tem 21 anos e é finalista da licenciatura em Comunicação Social do Instituto Politécnico de Tomar. No seu caso, o diagnóstico foi precoce. O seu pai também é daltónico e a mãe, enquanto enfermeira, sempre ficou muito atenta à forma como o filho percepcionava as cores, e na altura da entrada da escola levou-o a um especialista que confirmou a alteração dos seus cones. “Como a professora sabia, não senti grandes problemas, mas acredito que, para os miúdos que não sabem o que têm, isto possa servir como mais um elemento de gozo”, explica. Apesar da descontracção com que lidava com o problema, a mãe de Gonçalo criou algumas estratégias para facilitar a vida ao filho. “Nos lápis de cor a minha mãe colocou-me umas etiquetas que diziam as cores e eu optava por ter sempre conjuntos pequenos.” E no exame nacional de História que realizou no 12.º ano precisou que fosse feita uma versão especial para si, pois as cores com que o mapa estava pintado eram todas demasiado semelhantes para as poder entender.

Mas na altura de ir às compras Gonçalo continua a contar com o apoio dos amigos, até porque a sua principal dificuldade está nos espectros dos azuis. “Azul, roxo, lilás… para mim é tudo igual.” Optou, como muitas das pessoas com o seu problema, por escolher tendencialmente cores neutras e nunca fugir muito da mesma paleta de cores no vestuário. “Não gosto de andar colorido e, em caso de dúvida, pergunto. É melhor perguntar do que fazer asneira, certo?” Quanto ao futuro, para já não desiste do sonho de trabalhar na área da fotografia, mesmo com as maiores dificuldades que tem no balanceamento de brancos, o que faz com que algumas das suas imagens fiquem azuladas. “Os colegas e a tecnologia estão cá para nos ajudar a corrigir estas coisas”, insiste, sempre com um sentido muito pragmático.

As mulheres daltónicas são poucas e talvez por isso Helena Guimarães, 49 anos, ainda hoje não fale muito sobre o assunto. “O mais cedo que me lembro de ter percebido que era daltónica foi na adolescência e isso nunca foi propriamente um tema de conversa lá em casa. Lembro-me de vestir umas calças laranjas com umas meias que julgava combinar e que afinal eram amarelas e, por isso, passei a usar tons muito neutros. Evito acessórios como brincos, colares ou lenços. O meu marido oferece-me coisas para eu variar mas sinto-me muito pouco confortável a arriscar.”

Helena é directora de marketing numa empresa e as apresentações feitas em computador e os gráficos são os seus maiores inimigos, pelo que se habituou a delegar este tipo de tarefas, mesmo não gostando, algumas vezes, das cores que os seus colaboradores escolhem. Habituou-se a não discutir cores, mas admite que por vezes não gosta do que vê numa folha ou da conjugação de roupa que alguém escolhe e não sabe se os seus olhos têm razão ou se são os genes trocados a funcionar.

“Não vejo o daltonismo como um problema e nunca senti que fosse uma grande limitação. É como ser canhota. Mas claro que gostava de ver as cores todas. Nunca percebi o fascínio das pessoas com o arco-íris e só há pouco tempo descobri que só consigo distinguir duas cores. Aí fiquei triste, por perder algo que dizem ser tão bonito. Mas, ao menos, o mar para mim é sempre azul, um azul muito forte.”

Contudo, Helena reconhece que é difícil explicar aos outros que não é por preguiça que não consegue dizer as cores e admite que depender de alguém para ter a certeza da roupa que põe numa mala pode ser limitador. “Talvez por isso odeie comprar coisas para mim e nunca embarque em grandes aventuras. Jogo muito pelo seguro.”

Pedro Pires é engenheiro electrotécnico e tem 42 anos, mas até aos 15 ou 16 pensou que não sabia as cores e que algo tinha falhado nesta aprendizagem de criança. “Quando fiz os testes para a tropa, confirmaram-me que sou daltónico, mas fiquei apto na mesma e até me disseram que era bom para ir para os pára-quedistas por ser sensível aos contrastes das cores.” Na faculdade, a principal dificuldade que sentiu foi nas aulas sobre resistências, onde cortar um fio baseado na cor podia ser um risco. É por este motivo que em profissões como electricista o daltonismo pode ser um impeditivo. Pedro baralha essencialmente verdes, castanhos e avermelhados, mas foi com o preto que teve a maior surpresa: numa loja tinha uns atacadores pretos na mão e insistiu se não vendiam nenhuns mais escuros.

Caminho para a cura?

Todos estes daltónicos gostariam de ver os seus cones repostos — se não houvesse riscos. Contudo, as experiências bem sucedidas no sentido da cura são todas em animais e há muito poucas a destacar. Até porque é um problema que não evolui e que além do incómodo social não provoca qualquer dor ou desconforto ao seu portador, pelo que é visto como pouco interessante. Ainda assim, em 2008 os cientistas Jeremy Nathans e King-Wai Yau foram agraciados com o Prémio Champalimaud de Visão, no valor de um milhão de euros, por terem ajudado a desvendar a forma como a visão transforma as cores numa linguagem que o cérebro consegue perceber.

Investigador da prestigiada universidade norte-americana de Johns Hopkins, Nathans dedicou-se a perceber a forma como a luz é absorvida pela retina e o seu colega Yau tentou entender como é que esta energia luminosa era convertida em electricidade para chegar ao cérebro. A principal investigação de Nathans já tem 20 anos e consistiu precisamente na identificação dos genes que codificam os três pigmentos existentes na retina e que absorvem as cores vermelho, verde e azul. Estes pigmentos correspondem aos três tipos de foto-receptores em forma de cones que existem na retina humana e que são responsáveis pela visão das cores. Ao lado dos cones existem outros foto-receptores, os bastonetes, que são em muito maior número e que ajudam a distinguir apenas níveis de luz mas não cores. Os cientistas conseguiram isolar estas moléculas e, posteriormente, os genes que as codificam, para finalmente poderem afirmar que estes genes, quando alterados, influenciam a percepção da cor.

Agora, Nathans tem tentado perceber como é que esta visão tricromática dos humanos terá evoluído a partir de organismos mais simples como os dos mamíferos inferiores. É que animais como cães, gatos e ratos têm uma visão semelhante à dos daltónicos, já que têm apenas dois sensores de cor e não três. O investigador conseguiu injectar no rato um terceiro tipo de cone e este passou a ver como um humano com uma percepção normal da cor. Para Nathans, o que é surpreendente é que isto não implicou qualquer intervenção no cérebro, o que, além de tornar o procedimento mais simples, mostra que estão no bom caminho para encontrar uma cura para o daltonismo.

Mais recentemente foi a vez de a experiência ser realizada em macacos, que partilham o mesmo tipo de visão que uma pessoa sem problemas. No final do ano passado, um grupo de investigadores da Universidade de Washington e da Universidade da Florida, ambas nos Estados Unidos, anunciou que utilizou com sucesso uma terapia genética que foi capaz de curar dois macacos daltónicos. O estudo, conduzido por Jay Neitz e agora publicado na revista Nature, demonstra que os macacos — que nasceram sem distinguir o verde e o vermelho —, depois de lhes terem sido injectados genes com o código de ADN necessário para distinguir as cores, passaram a ser capazes de identificar desenhos vermelhos que apareciam em fundos verdes. Esta terapia resultou de um intenso trabalho de dez anos em que os dois macacos, Dalton e Sam, foram ensinados e treinados para poderem dizer que cores estavam a ver a cada momento.

Enquanto o ColorAdd não é aplicado, resta a Jorge, Gonçalo, Helena e Pedro o sentido de humor e muita imaginação. Há já também algumas máquinas para cegos que quando colocadas junto a um objecto dizem a sua cor e aplicações para telemóveis com câmara fotográfica que permitem fotografar um objecto e apontar para a zona em que se está com dúvidas sobre a cor. O problema é que estas tecnologias, às vezes, também parecem ter problemas de percepção e um preto e um castanho ou um vermelho e um laranja-escuro podem ser muito parecidos.

segunda-feira, abril 26, 2010

sexta-feira, março 05, 2010

YouTube com legendas para os surdos

O YouTube está a colocar legendas automáticas em milhões de vídeos, tornando-os acessíveis aos surdos e às pessoas com pouca audição.

A Google, que comprou o YouTube em 2006, indicou que este uso de uma tecnologia de reconhecimento de voz é provavelmente a maior experiência online do género.

Até agora apenas uma pequena percentagem de vídeos continham legendagem.

O Youtube referiu ainda que a abertura do conteúdo a todos aqueles que, até agora, não conseguiam realmente aceder a ele marca o início de um processo de democratização da informação.

Inicialmente esta nova aplicação irá estar disponível apenas nos vídeos falados em Inglês, com as restantes linguagens a serem acrescentadas nos meses seguintes.

Em Novembro do ano passado, o YouTube disponibilizou legendas automáticas a uma série de parceiros, incluindo a Universidade da Califórnia, Berkeley, Yale e National Geographic.

Tecnologia de reconhecimento de voz

A tecnologia que está por detrás do reconhecimento de voz já existe há 50 anos, indicou, citado pela BBC, o engenheiro da Google Mike Cohen, explicando que, finalmente, ela se massificou.

“Há já 25 anos que trabalho com a tecnologia de reconhecimento de voz”, indicou Cohen à BBC.

“Tem havido grandes desenvolvimentos e este é o culminar de muitos anos de trabalho. Tivemos que trabalhar numa série de problemas, como as diferenças de sotaque, o barulho de fundo e as variações na linguagem, na pronunciação”, estimou.

A equipa frisou, porém, que o produto não é perfeito. Numa demonstração da tecnologia, o engenheiro de software Ken Harrenstien mostrou como a ferramenta confunde as palavras “sim card” com “salmon” [salmão].

“Esta não é a solução final, mas é um passo no caminho para uma solução real”, disse.

“É difícil fazer com que cada palavra fique exactamente correcta, mas por vezes isso não tem interesse e noutros casos é simplesmente divertido”.

Ken Harrenstien trabalhou neste projecto nos últimos cinco anos. Surdo desde os cinco anos, o lançamento desta tecnologia é para este engenheiro uma grande vitória pessoal. “Isto é incrível. É aquilo que eu sonhei durante vários anos. O facto de agora podermos ir a qualquer video online e ver as legendas é inacreditável e o facto de eu ter feito parte deste processo é óptimo”.

As reacções a esta mudança têm sido muito positivas. Alunos da California School for the Deaf (Escola Californiana para os Surdos), em Freemont, fizeram um vídeo em que explicam a grande diferença que esta nova ferramenta representa para as suas vidas. “Sentíamos que não fazíamos parte do mundo. Sentíamo-nos excluídos”, indicou Angel Harrington.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Seminário de Capacitação de Recursos Humanos

Seminário de Capacitação de Recursos Humanos

Para Atenção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência

As pessoas com deficiência ainda não tem sido vistas e tratadas de forma igual, embora a legislação tenha avançado significativamente assegurando direitos iguais. Temos uma população, segundo dados do IBGE, de 14,5% de pessoas com algum tipo de deficiência, ainda sem o pleno acesso a bens e serviços e alvos de constante discriminação.

A APARU – Associação dos Paraplégicos de Uberlândia, a AMVAP – Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba e as parcerias estabelecidas realizam este Seminário entendendo que a capacitação é uma importante e fundamental ferramenta para que os direitos assegurados no Programa Nacional de Direitos Humanos voltados para as pessoas com deficiência sejam efetivados.

Cumpre também este Seminário o artigo 8° da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência que trata da necessidade de conscientizar toda a sociedade sobre as questões que afetam a vida dessas pessoas e fomentar a aquisição de atitudes receptivas em relação aos direitos.

Realização:

APARU – Associação dos Paraplégicos de Uberlândia

AMVAP – Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba

Apoio:

CORDE – Coordenadoria Nacional pela Integração da Pessoa Portadora de Deficiência

SEDH – Secretaria Especial dos Direitos Humanos

Governo Federal

Parceiros:

Conselho Federal da OAB

Casa da Amizade – Uberlândia Cidade Industrial

Rotary International – Uberlândia Cidade Industrial

Advocacia Catani e Crosara

Prefeitura de Uberlândia – Secretaria Municipal de Planejamento Urbano

Seminário de Capacitação de Recursos Humanos

terça-feira, outubro 20, 2009

Exposição de fotografia em relevo para invisuais

Uma exposição de fotografia dirigida a pessoas invisuais parece ser uma brincadeira de mau gosto. Mas está bem longe de o ser.

A mostra «Fotografia em Relevo», de Paulo Abrantes, foi especialmente criada para este público e pode ser visitada no edifício da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRA) até ao dia 29 de Outubro.

O fotógrafo usou uma técnica que assenta em imagens a preto e branco e recorre a um papel especial que adquire relevo ao ser impresso. O preto corresponde às zonas com maior relevo e o branco à ausência deste, com os cinzentos a adquirir alturas diferentes, conforme a sua intensidade. A legenda da fotografia também está inscrita em Braille.

A iniciativa foi lançada no Dia Mundial da Visão, que se celebra a 8 de Outubro. Numa sessão muito participada, já que foram muitos os alunos da Universidade do Algarve presentes, Paulo Abrantes, que já há cerca de seis anos se dedica a projectos nesta área, foi muito crítico no seu discurso.

Segundo o fotógrafo, quando revelou a sua ideia ao mundo, apenas foi incentivado a avançar pela Acapo- Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal. «Se não fosse a Acapo, nada disto existia», garantiu.

Paulo Abrantes, ainda que sem lançar nomes, disse que, quando deu a conhecer a ideia, não viu «grande entusiasmo das pessoas ligadas à fotografia, arte e cultura», nem «por parte das entidades».

Mais tarde, acabou por encontrar um entusiasta no comissário de Coimbra Capital da Cultura 2003, que lhe abriu as portas do evento. Esteve também na Faro Capital da Cultura, em 2005, com a sua mostra «Luz Táctil».

O facto de, por ocasião da inauguração desta exposição, estarem juntos na mesma sala os responsáveis pelo Governo Civil, pelas direcções regionais de Educação e de Cultura e pela Administração Regional de Saúde do Algarve (ARSA), esta última a organizadora do evento, significa, para Paulo Abrantes, «que algo já mudou no Algarve».

O artista vê as exposições que promove nesta área, que já o levaram a Espanha e ao Brasil, como «uma oportunidade de juntar as pessoas e aproximar a sociedade em geral dos que vivem directamente os problemas da visão e da cegueira».

Ricardo Martins, dirigente da Acapo a nível regional, também partilha desta visão. Até porque considera que a associação que representa, «além do dever de reabilitação e integração profissional e social» que tem para com os seus associados, também tem interesse «em estar junto da sociedade em geral».

«É neste tipo de iniciativa que a palavra inclusão está escrita com todas as letras e das quais nos sentimos orgulhosos», revelou.

«Eu já vi, em tempos, pelo que tenho noção da imagem. Mas para os que nunca viram, esta é uma experiência que certamente lhes ficará marcada na memória. Será uma oportunidade única para muitos deles», considerou Ricardo Martins.

O presidente da ARSA Rui Lourenço frisou ainda que o entendimento da entidade que dirige, em termos de saúde, «é mais lato do que a maioria das pessoas pensa».

«A saúde é também um recurso para o desenvolvimento pessoal e bem-estar da comunidade», considerou.
16 de Outubro de 2009 14:58
hugo rodrigues

Fonte: http://barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=36903&tnid=5