terça-feira, abril 15, 2008

V Congreso IBERDISCAP 2008

Invito a todos a enviar trabajos al "V Congreso IBERDISCAP 2008 - Tecnologías de Apoyo a la Discapacidad", que será realizado en Cartagena de Indias, Colombia, de 24 al 26 de Noviembre.
Más informaciones en la página: http://iberdiscap.aitadis.org/

segunda-feira, março 31, 2008

Metro do Porto

Metro do Porto: Projectos preparam melhores acessos de deficientes a transportes públicos

Porto, 28 Mar (Lusa) - Os deficientes visuais vão ter acesso, via telemóvel, a toda informação dos sistemas de transportes públicos graças à implementação de projectos desenvolvidos pela Metro do Porto.

Numa parceria entre a Metro do Porto, Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP) e a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), os projectos INFOMETRO e o NAVMETRO, apresentados hoje, visam melhorar a acessibilidade aos transportes públicos.

Os projectos incluem sistemas de apoio aos clientes cegos e com deficiências visuais que, através de um telemóvel, podem ligar para uma linha gratuita e aceder a toda informação e sinalética em formato áudio, dentro e fora do sistema Metro do Porto.

Incluem ainda várias medidas que facilitam a acessibilidade em geral de pessoas com deficiência aos transportes públicos.

"Os dois projectos são sistemas que vão permitir uma grande autonomia por parte dos utilizadores, pois tivemos o cuidado para evitar qualquer tipo de barreiras arquitectónicas, criar sinalizações nos pisos para indicar as escadas, rampas e elevadores para o acesso às estações e faixas com diferenciação cromática nos bordos dos cais", afirmou, em declarações à Lusa, o arquitecto da Metro do Porto Manuel Teixeira.

Manuel Teixeira adiantou que o objectivo deste encontro "é perceber as dificuldades que existem na implementação dos projectos, para que saiam dessas salas o mais rápido possível e virem uma cultura nas empresas e na sociedade".

"Os projectos já saíram do papel, através de equipas que realizaram ensaios com clientes cegos em laboratórios da FEUP e na estação da Trindade. Já comprovámos que a arquitectura do sistema funciona com eficácia e prevemos dentro de seis meses disponibilizar os novos serviços", acrescentou o arquitecto.

Diamantino Freitas, da FEUP, disse que a Faculdade de Engenharia tem desenvolvido projectos de recursos adicionais para a acessibilidade dos deficientes desde 2000, mas que apenas a partir de 2004, através do programa Inclusão Digital, foi possível avançar com as ideias.

O director da ACAPO, Peter Colwell, afirmou que, embora este sistema seja pioneiro em Portugal, tem esperanças de que solucione as lacunas de informação e orientação dos deficientes visuais.

Diamantino Freitas adiantou que no final de Junho de 2008 espera que os protótipos já estejam avaliados, e que o próximo passo "é colocar o serviço em marcha".
Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-28

sexta-feira, março 28, 2008

Iniciativas

Foi publicada em "Diário da República" a Resolução do Conselho de Ministros nº51/2008, de 19 de Março, que, entre outras disposições, cria um regime especificamente dirigido a beneficiários da iniciativa com necessidades educativas especiais de carácter permanente, garantindo-lhes o acesso a computadores adaptados, sem quaisquer encargos adicionais.
http://www.inr.pt/bibliopac/diplomas/res_51_2008.htm

quarta-feira, março 12, 2008

Alguns autocarros não cumprem as normas para deficientes

Os transportes públicos de Vila Real, entregues à Corgobus, não garantem, na totalidade, o acesso a utentes deficientes, designadamente os que se deslocam em cadeira de rodas.

Márcio Martins, de 23 anos, é um desses cidadãos e, apesar de "ter escrito no livro de reclamações da empresa" e de se ter "queixado à Câmara de Vila Real, não obteve qualquer resposta às suas solicitações.

Em causa está a circulação de autocarros que não possuem rampa de acesso nem lugares destinados a deficientes. O estudante de Engenharia da Reabilitação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), natural de Amarante, tem "muitas vezes de pedir boleia aos amigos, para regressar à residência de estudantes", referiu.

O investigador da UTAD, Francisco Godinho, apoia o aluno e diz que "a empresa tem a cumplicidade da Câmara, que está a permitir que seja contornada a legislação".

João Queirós, administrador da Corgobus, recorda que "ainda recentemente a UTAD apresentou um estudo sobre os transportes públicos com resultados muito positivos", e garante que "as viaturas têm todas a aprovação do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres e que o contrato existente com a autarquia está a ser integralmente cumprido". O responsável acrescenta, no entanto, que se trata de uma "situação temporária, que estará resolvida em Junho, com a chegada de novos autocarros, que demoram algum tempo a ser construídos".

João Queirós diz que a empresa já falou com Márcio, "mas tendo em conta os meios de que dispomos e o facto de os seus horários coincidirem com os da maioria dos alunos da UTAD, para garantirmos lugar para ele, temos de deixar nas paragens outras 50 pessoas, porque temos de usar um autocarro mais pequeno".

O presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins, considera "estranhas estas queixas, quando 10 dos 13 autocarros têm acesso para deficientes. E desafia Francisco Godinho a efectuar uma avaliação dos transportes públicos de outras cidades para comparar os serviços". O autarca recusa, terminantemente, a acusação de "cumplicidade", afirmando que "a cumplicidade da autarquia é apenas com os cidadãos".
Fonte: Jornal de Noticias

segunda-feira, março 10, 2008

RTP legenda noticiários

O projecto, designado como Tecnovoz e hoje apresentado pela estação pública,, consiste num sistema de legendagem automática desenvolvido pelo Laboratório de Sistemas de Língua Falada do INESC-ID Lisboa em colaboração com a RTP.

Trata-se de um sistema de reconhecimento automático de fala que transcreve para texto o áudio produzido nos telejornais, ou seja, «transforma sons em palavras e em números escritos», explicou um responsável do INESC.

Com um vocabulário de 100 mil palavras, as legendas são apresentadas em diferentes cores para os oradores masculinos - branco - e para os oradores femininos - amarelo.

A iniciativa inicia-se sexta-feira - dia em que a RTP cumpre 51 anos - com carácter simbólico de celebração do aniversário, explicou Guilherme Costa, presidente do conselho de administração da RTP.

«É uma iniciativa inovadora, que cumpre o serviço público de melhorar as acessibilidades. Ninguém mais tem um sistema de reconhecer a voz a legendar em tempo real. Sendo um sistema inovador, tem um carácter experimental e deverá sofrer uns pequenos ajustes nos primeiros tempos», acrescentou Guilherme Costa.

Segundo Francisco Teotónio Pereira, responsável da área de multimédia, na base desta iniciativa estão «três princípios fundamentais: acesso universal para todos, sem custos para os utilizadores e acesso a funcionalidades adicionais em função das necessidades do público».

A RTP tenciona aumentar o número de programas com esta funcionalidade - legendagem em português - com uma especial atenção para o público infantil que está a começar a ler, adiantou.

Para já, o público poderá passar a seguir o «Jornal da Tarde» e o «Telejornal» através da legendagem, que selecciona na nova página 885 do teletexto.

Sendo um sistema totalmente automático, tem vantagens, mas também tem riscos e problemas, um dos quais consiste num certo atraso com que as legendas aparecem no ecrã em relação às vozes, alertou o responsável do INESC.

«Há um tempo de latência de aproximadamente 6,5 segundos. O reconhecedor funciona em 3 a 4 segundos e a criação da legenda demora outros 3 segundos. Os dois juntos geram o atraso que o
sistema actualmente tem», explicou.

Outro problema prende-se com o facto de a legenda só ficar no ar durante o tempo da intervenção do orador, pelo que se alguém fala com um ritmo muito acelerado, a legenda também fica pouco tempo.

A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, sublinhou o carácter inovador a nível mundial do Tecnovoz, revelador da capacidade portuguesa de participação e de adesão a novos projectos.

«Portugal tem hoje um conjunto de respostas e projectos inovadores que se afirmam em todo o mundo, mas continua a ter dificuldade em divulgar» considerou, acrescentando haver hoje «um conjunto de respostas para cidadãos com necessidades especiais», para as quais a RTP «deu um contributo muito grande ao permitir que o acesso à informação e à comunicação seja para todos».

O Tecnovoz estará em permanente avaliação pelos utilizadores e em constante alteração com vista a melhorar a sua qualidade.

Fonte: http://sol.sapo.pt

domingo, fevereiro 24, 2008

Escolas de ensino especial vão passar a centros de recursos

O Ministério da Educação (ME) assina hoje com sete federações um protocolo de colaboração tendo em vista a transformação das escolas de ensino especial em centros de recursos materiais e humanos, no âmbito do novo regime jurídico da educação especial.

Numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, as federações vão comprometer-se «a apoiar e operacionalizar o processo de reorientação das escolas especiais para centros de recursos para a inclusão».

O Governo quer que até ao final do próximo ano lectivo todas as crianças com necessidades educativas especiais encontrem respostas adequadas no sistema de ensino regular e transformar até 2013 as escolas de ensino especial em centros de recursos humanos e materiais, numa lógica de escola inclusiva.

A Confederação para a Deficiência Mental, a Federação das Associações de Paralisia Cerebral, a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, a Federação Portuguesa de Autismo, a Federação Portuguesa para a Deficiência Mental - Humanitas e a União dos Centros de Recuperação Infantil do Distrito de Santarém e Outros - Unicrisano são as entidades que hojem assinam o protocolo.

«Constitui objectivo geral dos Centros de Recursos para a Inclusão apoiar a inclusão no ensino regular das crianças e jovens com deficiências e incapacidade, através da facilitação do acesso ao ensino, à formação, ao trabalho, ao lazer, à participação social e à vida autónoma, promovendo o
máximo potencial de cada indivíduo, em parceria com as estruturas da comunidade», lê-se no documento.

As escolas de ensino especial daquelas sete federações, que se transformarão em centros de recursos, deverão criar materiais de trabalho de apoio às práticas docentes, consciencializar a comunidade educativa para a inclusão de pessoas com deficiência e promover a formação contínua de professores, entre outros objectivos.
Na cerimónia será ainda assinado um segundo protocolo com mais de 20 instituições universitárias e escolas superiores de educação, tendo em vista a formação de 1.500 professores de educação especial (no total são 4.000) num curso de 50 horas que deverá arrancar a 01 de Março e terminar a 31 de Maio.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/

terça-feira, fevereiro 12, 2008

APARTHEID CONTRA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Vivemos em um mundo onde muito se fala sobre Direitos Humanos, mas o desrespeito permanece em pauta para muitos dos humanos. Na maioria das vezes, no imaginário coletivo, quando se fala em direitos humanos associamos com cadeias lotadas, práticas cruéis e de tortura para presos. Ocorre que, existem várias pessoas que, apesar de serem gente, da mesma espécie científica dos homo sapiens, parecem invisíveis e não são facilmente associadas as questões que envolvem direitos humanos.

Estou falando das pessoas com deficiência, que em muitos casos não cometeram nenhum crime e que ainda pagam impostos, mas são excluídas da possibilidade de usufruir de direitos humanos básicos, simplesmente por conviverem diariamente com uma deficiência que receberam de "presente da vida".

Importante esclarecer que a deficiência dessas pessoas é só mais uma característica dentre as várias que todo mundo possui, mas comumente é representativa dessas pessoas, como se a pessoa fosse sua deficiência, o que é um absurdo!

Muitos dos meus leitores vão dizer que não, que as pessoas com deficiência também são sujeitos de direitos, inclusive os humanos e universais, e que a legislação brasileira e até a nossa Constituição não fala em diferentes níveis de cidadania.

Tudo muito lindo até aparecer uma pessoa com deficiência no mundo real e que queira estudar na sua escola, ler os livros que você publicou, trabalhar na sua empresa, divertir-se no seu estabelecimento de lazer, até mesmo freqüentar a sua igreja, assistir a um casamento ou fazer uma visita à sua casa ou local de trabalho.

O pânico aumenta se essa pessoa se recusar a ser carregada ou se simplesmente apontar que o problema é a escada, a falta de livro no formato acessível, a ausência de áudio-descrição na propaganda linda que você colocou na televisão, ou a falta de acessibilidade virtual no sítio da sua empresa. Bom, a sua casa estaria resguardada não fosse aquela vontade incontrolável de sua visita que, depois de uns aperitivos precisa, como toda pessoa, usar o banheiro.

E agora? Você não sabia e não foi informado/a que em uma porta de 60 centímetros não passa uma cadeira de rodas? Você não tem obrigação de saber que o livro impresso não atende todas as necessidades de todos os leitores e que isso pode ser considerado, pelo código do consumidor, um defeito? E você que é o responsável pela igreja esqueceu que a porta lateral – aquela onde tem a rampa exigida pela Prefeitura – precisava estar aberta? Será que pedir desculpas vai adiantar alguma coisa ou só vai piorar a raiva pela exclusão tácita que a pessoa está sentindo?

A escola não pode recusar a matrícula porque é crime, mas ela cria tanta confusão na hora em que é informada sobre a deficiência da criança que muitos pais preferem não expor seus filhos a tamanha discriminação.

É por isso que afirmamos que vivemos num APARTHEID silencioso contra as pessoas com deficiência. Ninguém diz que não se pode entrar na igreja, só que a porta, quando existe, está trancada e ninguém tem a chave e ainda pior, ninguém pensa em como abrir a porta, mas em como se livrar daquela pessoa com deficiência ou em como evitar a presença dela para não mostrar a incoerência entre o discurso e a prática.

Naquele momento o problema é a presença da pessoa com deficiência e simplesmente é bastante complexo para a pessoa, nessas situações de "crises", que só quer participar mostrar que o problema é a falta de acessibilidade ou o desrespeito aos direitos daquele ser humano ali diante de você.

E no imaginário coletivo e na vida real vamos criando mais e mais barreiras para separar essas pessoas do nosso convívio. Transporte acessível? Só especial e separado porque não podemos imaginar que uma pessoa queira sair de sua casa e viver... E por falar nisso, quando encontramos alguém com deficiência que está aí no mesmo lugar que você, batalhando por sua independência como a maior parte dos brasileiros e das brasileiras, logo rotulamos – EXEMPLO DE VIDA, não queremos saber de fato o que ela faz, mas para segregar colocamos em outra categoria dos que devem ser admirados... Porque assim fica mais fácil deixá-los longe de nosso convívio.

Mas ainda nos resta uma esperança que a Convenção Sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, primeiro Tratado Internacional de Direitos Humanos, elaborada pela ONU e com caráter vinculante, seja ratificada pelo Brasil, com quórum qualificado para dar visibilidade a 14,5% da população, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE de 2000 para que possa ser usada como arma de enfrentamento mundial desse terrível APARTHEID silencioso e que você pode contribuir e muito para sua manutenção se continuar omisso e fazendo de conta que não vê tudo o que disse acima.

Por isso e muito mais, queremos que essa Convenção seja rotulada como a Convenção contra o APARTHEID das pessoas com deficiência.
Ana Paula Crosara de Resende, Advogada, Membro da Comissão de Acessibilidade da APARU – Associação dos Paraplégicos de Uberlândia. Membro do Departamento Jurídico do CVI-Brasil (Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente). Repesentou o Brasil no 2º ITP Curso de Direitos Humanos e Deficiência para a América Latina, Suécia 2007. Responsável pelos Quadros "De Igual para Igual" e "Questão de Direitos" no Programa Trocando em Miúdos da Rádio Universitária de Uberlândia.
Ana Paula Crosara de Resende

domingo, fevereiro 10, 2008

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Computador capaz de ler lábios

Um grupo de investigadores está a desenvolver um sistema capaz de converter vídeos em texto escrito.

Este sistema será útil a utilizadores surdos e pode ser usado para ditar comandos a computadores em ambientes barulhentos. A pesquisa está a ser levada a cabo por um grupo de cientistas da School of Computing Sciences e da Universidade de Surrey, e espera-se que o protótipo esteja disponível dentro de dois anos.
A aplicação para seguir o rosto e os movimentos dos lábios já foi desenvolvido, e a equipa está agora a trabalhar na biblioteca de vídeos de modo a criar uma base de dados de expressões faciais e de movimentos de lábios para cada combinação de letras.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Macaco movimenta robô com o pensamento

Se Idoya pudesse falar, ela teria muito de que se gabar.
Na última quinta-feira, a macaca de 5,4 quilogramas e 81 centímetros de comprimento fez com que um robô humanóide de 91 quilogramas e 1,5 metro de altura caminhasse em uma esteira mecânica usando apenas a atividade cerebral dela. Idoya estava na Carolina do Norte, e o robô no Japão.
Esta foi a primeira fez em que sinais cerebrais foram utilizados para fazer um robô andar, diz Miguel A. L. Nicolelis, um neurocientista da Universidade Duke cujo laboratório projetou e executou a experiência.
Em 2003, a equipe de Nicolelis provou que os macacos poderiam usar apenas os seus pensamentos para controlar um braço robótico a fim de alcançar e segurar objetos. Nicolelis diz que tais experimentos são os primeiros passos rumo a uma interface cérebro-computador que poderia permitir que pessoas paralisadas caminhassem ao comandar dispositivos com os seus pensamentos. Eletrodos inseridos no cérebro do indivíduo enviariam sinais para um dispositivo usado no quadril, como um telefone celular ou um pager, que transmitiria os sinais para um par de aparelhos, um tipo de esqueleto externo, usado nas pernas.
"Quando a pessoa pensa em andar, o ato de caminhar ocorre", afirma Nicolelis.
Richard A. Andersen, especialista em tais sistemas do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, e que não participa da experiência, afirma: "Este foi um avanço importante no sentido de se obter locomoção com uma interface cérebro-máquina".
Um outro especialista, Nicho Hatsopoulos, professor da Universidade de Chicago, diz: "Essa experiência foi um desenvolvimento empolgante. E o uso de um exoesqueleto poderá ser bem proveitoso".
Uma interface cérebro-máquina é qualquer sistema que permite que pessoas e animais usem a sua atividade cerebral para controlar um dispositivo externo. Mas até que sejam descobertas maneiras seguras de implantar com segurança eletrodos em cérebros humanos, a maior parte das pesquisas continuará centrada em animais.
Durante os preparativos para o experimento, Idoya foi treinada para caminhar de pé em uma esteira. Ela apoiou-se em uma barra com as mãos e recebeu petiscos - passas e Cheerios - à medida que caminhava em velocidades diferentes, para frente e para trás, 15 minutos por dia, três dias por semana, durante dois meses.
Enquanto isso, eletrodos implantados na chamada área da perna no cérebro de Idoya registravam a atividade de 250 a 300 neurônios que emitiam sinais enquanto ela caminhava. Alguns neurônios ativaram-se quando as suas articulações do calcanhar, do joelho e da bacia moveram-se. Outros responderam quando os pés dela tocaram o chão. E alguns emitiram sinais em antecipação aos movimentos da macaca.
Para obter um modelo detalhado dos movimentos de pernas de Idoya, os pesquisadores também pintaram o calcanhar, o joelho e a bacia dela com maquiagem fluorescente e, utilizando uma câmera especial de alta velocidade, registraram os seus movimentos em vídeo.
O vídeo e a atividade das células cerebrais foram a seguir combinadas e traduzidas para um formato que pudesse ser lido por um computador. Esse formato é capaz de prever com uma precisão de 90% todas as permutações de movimentos das pernas de Idoya três ou quatro segundos antes que tais movimentos ocorram.
Na quinta-feira, uma Idoya alerta e pronta para trabalhar subiu na esteira e começou a caminhar em um ritmo constante com eletrodos implantados no cérebro. O seu padrão de caminhada e os seus sinais cerebrais foram coletados, armazenados em um computador e transmitidos por uma conexão de Internet de alta velocidade para um robô em Kyoto, no Japão.
O robô, chamado CB, as iniciais de Computational Brain (Cérebro Computacional), conta com a mesma mobilidade que um ser humano. Ele é capaz de dançar, agachar-se, apontar e "sentir" o chão com sensores implantados nos pés, e não cai, mesmo quando é empurrado.
Projetado por Gordon Cheng e seus colegas dos Laboratórios de Neurociência Computacional ATR em Kyoto, o robô foi escolhido para a experiência devido à sua capacidade extraordinária de imitar a locomoção humana.
À medida que os sinais cerebrais de Idoya chegavam aos ativadores de CB, a missão da macaca era manter o robô caminhando em um ritmo constante por meio da atividade cerebral dela. Ela podia ver a parte anterior das pernas de CB em uma enorme tela em frente à sua esteira, e recebia petiscos caso fosse capaz de fazer com que as articulações do robô se movimentassem em sincronia com os movimentos das suas pernas.
Quando Idoya andava, CB caminhava exatamente no mesmo ritmo. Registros do cérebro de Idoya revelaram que os seus neurônios disparavam sinais toda vez que ela e o robô davam um passo.
"Ele está andando!", disse Nicolelis. "Este é um pequeno passo para um robô e um passo gigante para um primata".
Os sinais enviados do cérebro de Idoya para o robô, e o vídeo do robô enviado de volta a Idoya, foram transmitidos em menos de um quarto de segundo, diz ele. A velocidade da transmissão foi tão elevada que os movimentos do robô sincronizaram-se com a experiência feita com a macaca.
Após uma hora de experiência, os pesquisadores submeteram Idoya a um teste inesperado. Eles interromperam o movimento da esteira. Todos prenderam a respiração, na expectativa para ver o que Idoya faria.
"Os olhos dela mantiveram-se super concentrados nas pernas de CB", conta Nicolelis.
Ela recebeu uma dose abundante de petiscos. O robô continuou andando. E os pesquisadores ficaram eufóricos.
Quando os sinais cerebrais de Idoya fizeram o robô caminhar, alguns neurônios do cérebro dela controlavam as suas próprias pernas, enquanto outros controlavam as do robô. Este último conjunto de neurônios basicamente sintonizou-se com as pernas do robô após cerca de uma hora de prática e resposta visual.
Idoya não é capaz de falar, mas os sinais do seu cérebro revelaram que depois que a esteira parou, ele pôde manter CB andando durante três minutos, controlando as pernas do robô, e não as suas próprias pernas.
Nicolelis explica que a visão é um sinal poderoso e dominante no cérebro. O córtex motor de Idoya, onde foram implantados os eletrodos, começaram a absorver a representação das pernas do robô, como se estas pertencessem à própria Idoya.
Em experiências anteriores, Nicolelis descobriu que 20% de todas as células em um córtex motor de macaco só mostraram-se ativas quando um braço robótico movimentou-se. Ele disse que isso significa que ferramentas como braços e pernas robóticas poderiam ser assimiladas por meio de aprendizagem na representação corporação de um animal.
No futuro próximo, Idoya e outros macacos bípedes receberão mais feedback de CB na forma de micro-estímulos para os neurônios que especializam-se na sensação de tato relacionado às pernas e aos pés. Quando os pés de CB tocarem o solo, sensores detectarão a pressão e calcularão o equilíbrio. Nicolelis diz que quando tal informação for diretamente transmitida aos cérebros dos macacos, estes terão a forte impressão de que são capazes de sentir os pés de CB tocando o chão.
Ao se chegar a tal estágio, irá se pedir aos macacos que façam CB andar pela sala por meio unicamente dos pensamentos deles.
"Demonstramos ser possível transmitir sinais para o outro lado do planeta na mesma escala de tempo em que funciona um sistema biológico", diz Nicolelis. "Aqui o alvo foi um robô. Mas poderia ter sido um guindaste. Ou qualquer ferramenta de qualquer tamanho ou magnitude. O corpo não conta com um monopólio quando se trata de concretizar os desejos do cérebro".
Para provar o que diz, Nicolelis e o seu colega, Manoel Jacobsen Teixeira, um neurocirurgião do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, Brasil, pretendem demonstrar até o final do ano que os seres humanos são capazes de movimentar um exoesqueleto com os seus pensamentos.
Não é incomum que pessoas tenham os braços deslocados das articulações dos ombros em acidentes de motocicleta ou automóvel, diz Nicolelis. Em tais casos, todos os nervos são rompidos, deixando o braço paralisado, mas com dor crônica.
Teixeira está implantando eletrodos na superfície dos cérebros desses pacientes e estimulando a região subjacente na qual o braço é representado. A dor cessa.
Nicolelis diz que ao se inserir os mesmos eletrodos um pouco mais profundamente no cérebro, deverá ser possível registrar a atividade cerebral envolvida na movimentação e na intenção de mover o braço. Os braços paralisados dos pacientes serão então colocados em um exoesqueleto ou invólucro equipado com motores e sensores que enviam sensações de toque de volta ao cérebro.
"Eles deverão ser capazes de movimentar os braços com os seus pensamentos", afirma Nicolelis. "Isto é a ficção científica tornando-se realidade".

Biblioteca da Universidade de Aveiro expõe equipamentos

Biblioteca da Universidade de Aveiro expõe equipamentos para pessoas com necessidades especiais
Chama-se «Biblioteca Aberta do Ensino Superior (BAES) - equipamento, software e conteúdos para pessoas com necessidades especiais», é uma exposição organizada pelos Serviços de Documentação da Universidade de Aveiro.
Esta mostra tem por objectivo dar a conhecer um conjunto de recursos bibliográficos, materiais informáticos e equipamentos mecânicos, de aquisição recente, alguns pouco conhecidos, e pode ser visitada ao longo desta semana (de 14 a 19 de Janeiro) na Sala Hélène de Beauvoir - Biblioteca da UA entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 17h00.

Esta exposição permite apreciar ou experimentar equipamentos para utilizadores invisuais ou com baixa visão (lupa para amblíopes, impressora e linha Braille); equipamentos mecânicos concebidos para pessoas com necessidades especiais (equipamento para virar páginas e braço articulado, entre outros); computadores para acesso aos conteúdos digitais com software específico para servir utilizadores com dificuldades de visão ou outras; digitalizador planetário para livros a cores, ergonomicamente construído para possibilitar o acesso a pessoas
com necessidades específicas.

Produzidos no âmbito de um projecto em parceria com nove universidades portuguesas designado BAES, os conteúdos em Braille, em registos sonoros e em texto digital, estão disponíveis a alunos com necessidades educativas especiais das respectivas universidades. O acesso aos conteúdos da Universidade de Aveiro é efectuado através do catálogo bibliográfico ou do repositório SInBAD. É objectivo futuro do BAES integrar novos públicos, através de novas
possibilidades de colaboração ou de protocolos com instituições.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Certic acusa Governo de extinguir compromissos das operadoras móveis

O coordenador do Centro de Engenharia de Reabilitação, em Vila Real, criticou hoje o Governo pela «extinção» dos compromissos com os cidadãos com necessidades especiais, assumidos pelas operadores de telecomunicações, em 2000, e avaliados em 100 milhões de euros.

Francisco Godinho coordena o Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação (CERTIC), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que, nos últimos cinco anos, tem desenvolvido projectos dirigidos a pessoas com necessidades especiais.

Em conferência de imprensa realizada, hoje, em Vila Real, o responsável apresentou as conclusões de uma avaliação feita pelo CERTIC às iniciativas de acessibilidade para cidadãos com necessidades especiais desenvolvidas pelos operadores de comunicações móveis com licença de terceira geração.

Explicou que, em 2000, o concurso de atribuição das licenças de telecomunicações móveis de terceira geração valorizou em 50 por cento as propostas de carácter social no âmbito da Sociedade da Informação, nomeadamente projectos de acessibilidade para cidadãos com deficiência ou idosos, que representam 22 por cento da população portuguesa.

«Foram reservados 100 milhões de euros para esta área mas os compromissos dos operadores estão a ser colocados em causa com a decisão de redireccionar o investimentos para o programa e-iniciativas», afirmou.

O responsável referiu que, em meados de 2007, o Governo «reorganizou» o destino dos compromissos dos operadores aplicando uma «parte muito substancial» no programa e-iniciativas (e-Escola, e-Professores e e-Oportunidades), destinado a professores, alunos do secundário e cidadãos em acções de formação profissional.

«Com este acordo, as obrigações dos operadores móveis, com licenças de terceira geração para projectos na área da Sociedade de Informação, passaram a ser consideradas cumpridas e extintas, como é determinado num despacho do Ministério das Finanças», afirmou.

Para Francisco Godinho, «esta decisão implicou a extinção dos compromissos com as populações com necessidades especiais, numa fase em que o investimento ainda estava quase todo por aplicar nesta área».

«O Governo foi injusto e prejudicou muito as pessoas com necessidades especiais, com deficiência e idosas. Foi algo negligente e é importante que compense ou repare o que aconteceu», frisou.

Uma compensação que, defendeu Francisco Godinho, deveria ficar estabelecida na nova regulamentação da televisão digital terrestre em Portugal, a qual poderia garantir a possibilidade de existir um intérprete de língua gestual opcional ou áudio-descrição para pessoas cegas.

Francisco Godinho sugere ainda que, em matéria de «reserva de capacidade e obrigação de transporte e difusão», seja atribuída maior largura de banda à RTP, SIC e TVI para poderem fornecer serviços de acessibilidade adequados à tecnologia digital.

A Lusa tentou obter uma reacção do Ministério das Obras Públicas a esta acusação, sem sucesso até agora.

De momento, o engenheiro aguarda a tramitação de uma petição, enviada a título individual à Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, da Assembleia da República, com o objectivo de clarificar o «ponto da situação» dos compromissos com as necessidades especiais, dos operadores de telecomunicações móveis.

Francisco Godinho acrescentou que, entre Janeiro de 2001 e Dezembro de 2007, as «operadoras terão investido em projectos e ofertas especiais para pessoas com deficiência e idosos aproximadamente um milhão de euros«".

«Este valor corresponde a cerca de um por cento do valor comprometido pelas quatro operadoras de UMTS licenciadas em 2000», salientou.

Com o encerramento da OniyWay, as outras três empresas dividiram o espectro que lhe havia sido atribuído e assumiram os seus compromissos.

Francisco Godinho referiu ainda que a Vodafone «foi claramente o operador móvel nacional que mais iniciativas apoiou para populações com necessidades especiais, com um investimento de 700 mil euros».

«É aproximadamente o dobro dos conjunto dos restantes operadores (TMN e Optimus)», disse.

sábado, janeiro 05, 2008

PRESS RELEASE DO CERTIC

O Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação (CERTIC) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está a avaliar as iniciativas dos Operadores de Telecomunicações Móveis de 3ª Geração relativas à Acessibilidade para Cidadãos com Necessidades Especiais, entre 2000 e 2007.

Este trabalho estará concluído em 15 de Janeiro de 2008 e vem no seguimento de uma petição submetida à Assembleia da República em 2007 pelo coordenador deste Centro na qual solicita a clarificação dos compromissos dos operadores de telecomunicações móveis de 3ª geração em projectos para cidadãos com necessidades especiais, avaliados em 2000 no valor de 100 milhões de Euros.

O cumprimento dos compromissos dos operadores de telecomunicações foi colocado em causa pelo Governo em 2007 com a decisão de redireccionar esses compromissos para a subsidiação de computadores para professores, alunos de 10 º ano e cidadãos em acções de formação profissional.

O CERTIC pretende tornar público o resultado destas iniciativas e que o Governo faça uma reparação e compense o injusto desvio de prioridades, nomeadamente na atenção às acessibilidades da Televisão Digital Terrestre.

Em 2007 o CERTIC propôs a criação de medidas para a acessibilidade dos cidadãos com necessidades especiais na regulamentação da Televisão Digital Terrestre em Portugal. Entre outras medidas, sugeriu que, em matéria de ‘reserva de capacidade e obrigação de transporte e difusão’, seja atribuída maior largura de banda à RTP, SIC e TVI para poderem fornecer serviços de acessibilidade adequados à tecnologia digital.

A avaliação das iniciativas dos Operadores de Telecomunicações Móveis está a ser feita num Blog na Internet no endereço http://sol.sapo.pt/blogs/peticao344/ e no principal fórum electrónico de acessibilidade do país, há muitos anos dinamizado pelo CERTIC.

O CERTIC espera que o Parlamento se prenuncie sobre esta matéria dentro de poucos dias pois já receberam a informação que solicitaram ao Governo e aos operadores de telecomunicações no âmbito da referida petição. Têm todos os elementos para tirarem conclusões, tal como o peticionário.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

REALIZAÇÕES DO PLANO DE ACÇÃO DA UE EM MATÉRIA DE DEFICIÊNCIA PARA 2006-2007

Acessibilidade de bens e serviços

O regulamento de 2006 relativo aos direitos das pessoas com deficiência e das pessoas com mobilidade reduzida no transporte aéreo[1] é o primeiro texto legislativo que põe em pé de igualdade pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência. Nos termos deste diploma, as autoridades aeroportuárias são obrigadas a prestar assistência e adaptações gratuitas, assim como garantir a acessibilidade. Foram impostas obrigações semelhantes para o sector dos serviços ferroviários internacionais.

A acessibilidade às tecnologias da informação e da comunicação (TIC) foi promovida, em conformidade com a comunicação sobre Info-acessibilidade («eAccessibility»)[2]. Foi emitido um mandato de normalização com a finalidade de definir os critérios europeus de acessibilidade para os contratos públicos de produtos e serviços no domínio das TIC, que deve ter em conta a questão da avaliação da conformidade. Um estudo sobre a legislação dos Estados-Membros em matéria de acessibilidade às comunicações electrónicas apontou para a necessidade de reforçar a legislação europeia neste domínio[3]. Houve um investimento significativo na investigação e no desenvolvimento de TIC acessíveis e de tecnologias de apoio[4].

O diálogo em curso com as autoridades dos EUA, apoiado pelos utilizadores e o sector das TIC, centra-se nas normas e nas vantagens dos mercados globais em matéria de acessibilidade. A Comissão participa nos trabalhos do Access Board Committee dos EUA, a quem cabe a revisão das normas da secção 508 do Rehabilitation Act (lei da reabilitação) dos EUA. Foi igualmente trocada informação sobre a utilização de normas de acessibilidade para o ambiente construído.

A Comissão apoiou diversos projectos-piloto e programas de investigação em matéria de acessibilidade do ambiente construído. Os resultados incluem um guia destinado à administração pública para que a acessibilidade seja considerada nos contratos públicos para a construção de edifícios, materiais pedagógicos sobre a acessibilidade para profissionais e a criação de uma rede europeia sobre turismo acessível.

PRIORIDADES PARA 2008-2009

Fomentar a acessibilidade a bens, serviços e infra-estruturas

Um melhor acesso aos bens, serviços e infra-estruturas de base pode permitir que as pessoas com deficiência se assumam como consumidores. Um mercado europeu da acessibilidade requer regras claras para os sectores em causa. As pessoas que, nos vários sectores, participem na concepção, desenvolvimento e produção devem possuir competências adequadas em matéria de acessibilidade. Para que a acessibilidade seja uma realidade, há que adaptar os instrumentos à evolução específica dos ciclos destes sectores.

A Comissão está a desenvolver quadros legislativos em matéria de acessibilidade nos domínios dos transportes e das TIC. Com base na recente legislação europeia em matéria de transporte aéreo e no regulamento relativo aos direitos das pessoas com deficiência e das pessoas commobilidade reduzida no sector dos serviços ferroviários internacionais, a Comissão pretendeapresentar propostas legislativas para o transporte marítimo e para o transporte por autocarro.

No que respeita às TIC, é intenção da Comissão aproveitar a revisão do pacote sobre comunicações electrónicas para reforçar as disposições em matéria de acessibilidade, nomeadamente no que respeita aos serviços de emergência e das comunicações textuais. Na sequência do compromisso assumido em 2005 na comunicação sobre Info acessibilidade (eAccessibility), a Comissão procedeu a uma avaliação dos progressos e apresentou novaspropostas na comunicação sobre info-inclusão . Em especial, a Comissão pretende adoptar, em 2008, uma abordagem legislativa horizontal com vista a garantir uma sociedade de informação acessível, a igualdade de direitos e um mercado interno eficaz. Foi atribuído um orçamento de mais de 100 milhões de euros às actividades de introdução e de investigação TIC acessíveis.

Uma maior competitividade nestes domínios, permitirá um maior desenvolvimento do mercado europeu da acessibilidade, o que reforçará a sua posição no mercado global. O desenvolvimento e a utilização de normas em matéria de acessibilidade incentiva a criação de soluções compatíveis e competitivas, por exemplo no que diz respeito aos contratos públicos, que têm em conta as exigências funcionais dos utilizadores, assim como questões de interoperabilidade, permitindo soluções inovadoras.

A acessibilidade do ambiente construído contribui para a sustentabilidade do mercado da construção. Com o objectivo de encorajar o desenvolvimento de espaços públicos acessíveis a todos, a Comissão pretende conferir um mandato aos organismos europeus de normalização para a definição de critérios de acessibilidade a utilizar nomeadamente nos contratos públicos.
Documento disponível em http://www.inr.pt

quarta-feira, janeiro 02, 2008

AS ACESSIBILIDADES E A DEFICIÊNCIA – O MEU TESTEMUNHO

No passado dia 18 de Dezembro fui ao CARTÓRIO NOTARIAL DE SANTARÉM – ANTÓNIO INÁCIO, afim de tratar de um assunto. Ando com uma canadiana e com alguma dificuldade em virtude de uma deficiência que tenho nos ossos e de uma fractura recente numa perna, a qual agravou ainda mais a situação. No entanto, embora procure sempre o elevador, consigo aceder mesmo a locais com escadas embora com alguma dificuldade.

Quando cheguei á entrada do CARTÓRIO NOTARIAL DE SANTARÉM – ANTÓNIO INÁCIO verifiquei que não conseguia entrar, pois de um lado uns degraus muito altos e sem corrimão e do outro lado UMA RAMPA TÃO INCLINADA QUE ERA UM AUTENTICO PRECIPICIO. Ninguém consegue subir aquela rampa numa cadeira de rodas e para a descer, seria como a rampa de lançamento para uma grande queda!!!

Como não conseguia entrar pus-me a fazer sinais cá fora, para alguém me ajudar a entrar (situação nada dignificante para qualquer ser humano como devem imaginar). Veio então uma funcionária do notário mas mesmo com a ajuda dela, escorreguei na referida rampa e magoei-me imenso.

Para além de ter ficado magoada, fiquei muito nervosa e pedi o LIVRO DE RECLAMAÇÕES, pois estava afixado que o referido estabelecimento o possuía.

Pedi para falar com o responsável, que me informou que tinha razão mas tinha que reclamar junto da Direcção Geral de Registos e Notariado do Ministério da Justiça.
Entretanto a funcionária alegou que não sabia do LIVRO DE RECLAMAÇÃOES e tive que me vir embora.

Quando cheguei a casa ainda não refeita do susto, telefonei para o Cartório Notarial de Santarém – António Inácio, para voltar a falar com o responsável. Informaram-me que naquela altura não me podia atender, mas ficaram com os meus contactos e com a promessa de que ele me iria contactar.

Até hoje estou à espera do telefonema!!!

A funcionária teve que me ajudar a sair dali, pois não o conseguia fazer sozinha.
Nem sequer me perguntaram se precisava de cuidados médicos.

Enquanto lá estive, durante cerca de meia hora, um senhor de idade também escorregou ao entrar, mas não disse nada.
Entretanto contactei com a DECO, e fui informada que no caso de uma entidade se negar a entregar o LIVRO DE RECLAMAÇÕES devemos a chamar a autoridade, polícia ou GNR.
Aqui o meu testemunho de uma situação vivida na 1ª pessoa que me faz sentir alguma mágoa por viver neste país, pois decerto em Espanha mesmo aqui ao lado esta situação não tinha acontecido.
Espero que este e-mail sirva para alertar a consciência de que de direito para o problema das acessibilidades.
Para o efeito, agradeço que reencaminhem para a vossa rede de contactos.
Obrigada
Ana Simão

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Rádio Sentidos

Revista agora terá versão em áudio
No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 3 de dezembro, o site Sentidos vai proporcionar mais uma ferramenta de comunicação para os internautas. Numa parceria com o Estúdio Laramara, todo o conteúdo da revista Sentidos será disponibilizado em áudio, concretizando uma realização que há muito vinha sendo planejada pelas duas instituições.

Dirceu Pereira, diretor executivo da Sentidos, fala da importância da iniciativa. "Com essa parceria, cada vez mais nosso projeto vem ganhando uma característica multimídia, caminhando na direção de proporcionar a todos os deficientes, condições de acesso a informação. É esse nosso objetivo principal. Aliar informação de qualidade com acessibilidade".

Alexandre Luppi, coordenador do Estúdio Laramara, concorda com Pereira. "Essa é uma união que vinha sendo planejada há muito tempo. São instituições com características diferentes, mas voltadas para uma mesma causa, que é trazer cada vez mais, condições de desenvolvimento e inclusão social para a pessoa com deficiência", diz Luppi, que é responsável pela narração das matérias. "Mantemos o contexto da reportagem, com pequenas alterações para o texto radiofônico. E o projeto tem tudo para se expandir. Estamos estudando outras formas de comunicação e possíveis parcerias com outras rádios".

Fonte: http://sentidos.uol.com.br

quarta-feira, novembro 14, 2007

segunda-feira, novembro 12, 2007

Extracto em Braille

Depois dos fones e sistemas de voz nos caixas eletrônicos, agorateremos opção de extrato em braile.
Bradesco lança extrato em Braille
Numa iniciativa inédita no mercado brasileiro, o Bradesco lançou oprimeiro extrato bancário impresso em Braille para facilitar a leiturapelos próprios correntistas e pessoas com deficiência visual. Amedida, que entrará em operação a partir de novembro, visa a aprimorarainda mais a qualidade do atendimento e a política de responsabilidadesocioambiental da Organização. Com isso, o Banco pretende atendermelhor ao grupo de clientes com deficiência visual total ou parcial,proporcionando acessibilidade, privacidade e segurança na consulta desua movimentação financeira.O demonstrativo consolidado, espécie de extrato que contemplainformações de Conta Corrente e de outros produtos, além da versão emBraille, poderá ser impresso no formato ampliado.
Neste caso, teráfontes (letras e números) maiores para facilitar a leitura dos queapresentam deficiência visual parcial. Os demonstrativos já estãoprontos e começam a ser enviados, gratuitamente, a partir do próximomês, acompanhados da versão normal, que será mantida por motivoslegais, sem nenhum custo adicional ao cliente.A iniciativa do Bradesco será divulgada por emissoras de rádio dasprincipais capitais do País, além da Internet. O objetivo é prestar amelhor orientação a quem necessita e tem interesse em receber os novosextratos. Para ter acesso aos demonstrativos adaptados, o cliente deveprocurar a agência ou ligar para o Fone Fácil.O Sistema BrailleEm 1829, o jovem francês Luis Braille, nascido em Coupvray, com apenas15 anos e cego desde os três, criou o chamado Sistema Braille,composto por seis pontos agrupados em duas fileiras de três pontoscada - a cela Braille. A combinação desses seis pontos permite que seformem 63 caracteres que simbolizam as letras do alfabeto convencionale suas variações como acentos, pontuação, números, símbolosmatemáticos e químicos e as notas musicais. Atualmente, esse sistemade leitura por tato é amplamente utilizado na educação de cegos,aumentando as chances de conseguirem um emprego, serem incluídossocialmente e se tornarem cidadãos independentes.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Programa ATIID 2007

Temos a satisfação de informamos e convidar para o ATIID 2007.
Encaminhamos a programação (anexo), que solicitamos divulgar em sua organização.
A transmissão on-line será feita em http://iptv.usp.br

O ATIID 2007 - IV SEMINÁRIO "ACESSIBILIDADE, TI e INCLUSÃO DIGITAL" - será realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP, em São Paulo, de 08-09/11/2007.

1. OBJETIVOS

a) Contribuir para a sensibilização sobre o uso da TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação - com foco na inclusão social.

b) Contribuir para a divulgação, adoção e avaliação de políticas e programas de inclusão das pessoas com eficiência, mobilidade reduzida ou idosas, de maneira que os mesmos possam usufruir as potencialidades da TIC.

c) Apoiar e divulgar o ensino, pesquisa, desenvolvimento inclusivo de tecnologia, produtos, sistemas e serviços - em sintonia com a concepção e projeto centrados nos usuários, isto é, Projetar Para Todos (Design For All).

2. INSCRIÇÕES

a) Valores: Estudantes, professores e pessoas com 60 anos ou mais*: R$ 150,00; Profissionais: R$ 450,00; Pessoas Jurídicas: R$ 900,00. OBS: há desconto de 5% (cinco por cento) para duas inscrições ou desconto de 10% (dez por cento) para três ou mais inscrições com o mesmo CNPJ.
* É necessário anexar, na ficha de inscrição, a cópia do comprovante funcional ou de idade, para as inscrições com valores diferenciados.

b) Como proceder? Acesse o site ATIID:
http://www.fsp.usp.br/acessibilidade ; grave em seu computador a Ficha de Inscrição; preencha-a com os dados solicitados; efetue o pagamento devido; depois, envie por correio ou fax, a ficha de inscrição e o comprovante de pagamento.

3. PROMOÇÃO E ORGANIZAÇÃO

Faculdade de Saúde Pública da USP - Universidade de São Paulo
Local: Auditório João Yunes (Prédio da Biblioteca - térreo).
Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 715 (Cerqueira César) - São Paulo-SP -
Estação do Metrô: Clínicas (acessível para cadeirantes).

4. COORDENAÇÃO

Grupo de Pesquisa ATIID - Acessibilidade, TI e Inclusão Digital

A/C Profa. Dra. Ana Isabel B. B. Paraguay
Faculdade de Saúde Pública / USP
Av. Dr. Arnaldo, 715 - HSA
01246-904 São Paulo-SP

Fax (11) 3061 7732 ou 3061 7709
http://www.fsp.usp.br/acessibilidade
http://atiid.incubadora.fapesp.br/portal

sábado, setembro 29, 2007

Em Castelo Branco uma “competição” inédita…

canal de visibilidade a todos os títulos inédito.Através do dinâmico Núcleo Regional de Castelo Branco, na próxima prova do Campeonato Nacional de TT – que terá precisamente como centro nevrálgico a Capital da Beira Baixa – vai alinhar uma equipa ostentando as cores da APPCNRCB, tentando assim dinamizar uma tomada de consciência por parte de todos, relativamente aos problemas diários dos portadores desta doença, principalmente no que se refere à sua integração na sociedade.A ideia será aproveitar a participação de uma Nissan Navara, que terá aos comandos um piloto local – José Camilo Martins – para potenciar os apoios concedidos pelos seus patrocinadores, uma vez que também eles estarão solidários com a APPC-NRCB, durante a realização da prova.O piloto terá a seu lado o pluri-campeão nacional de Todo-o-Terreno, Mário Feio (companheiro de nomes tão conhecidos nos Ralis e TT, como Carlos Sousa, Luís Dias, Tomaz Mello Breyner, Francisco Carvalho…) e ambos ostentarão nos fatos de competição, e na Nissan Navara, os símbolos da APPC-NRCB, estando ainda previstas algumas acções directas junto do público, nos locais mais visíveis da corrida e garantida igualmente, a colocação dos logos da APPC-NRCB em todas os carros, motos e quads de competição, integrada na publicidade proposta pela da organização. Uma iniciativa que visa essencialmente – tal como já foi afirmado – uma maior visibilidade e notoriedade da APPC-NRCB, e a angariação de fundos e meios necessários à sua dinamização e desenvolvimento, por forma a conseguir alargar o seu campo de acção, principalmente nas zonas do interior do país, e que só foi possível com o apoio das empresas, Palexpo, GTBC, JA e Contact, solidárias com os valores e ideais da Associação, em mais este alerta sobre a Paralisia Cerebral, uma doença que pode afectar dois em cada 1000 bebés.